A operação brasileira da Havanna anunciou um pedido de recuperação extrajudicial como parte de um plano para reorganizar aproximadamente R$ 127 milhões em dívidas. Segundo a empresa, a medida não está relacionada ao desempenho das cafeterias, mas a garantias concedidas em favor de outras empresas do mesmo grupo controlador, das quais a rede brasileira atua como avalista.
De acordo com o plano apresentado, parte dos credores poderá optar por receber imediatamente 5% do valor devido, enquanto outros poderão ter condições diferenciadas caso concedam novos recursos ou atendam aos critérios estabelecidos na proposta. A estratégia busca acelerar a renegociação financeira sem recorrer ao processo de recuperação judicial tradicional.
Apesar da reestruturação financeira, a Havanna afirma que suas operações no Brasil seguem em expansão. Apenas no primeiro semestre de 2026, a companhia inaugurou mais de 30 novas unidades e manteve a meta de atingir 700 pontos de venda no país até 2030. Atualmente, o Brasil representa o segundo maior mercado da marca, atrás apenas da Argentina.
Especialistas avaliam que a recuperação extrajudicial tem sido uma alternativa cada vez mais utilizada por empresas que enfrentam dificuldades financeiras, permitindo a renegociação de passivos de forma mais rápida e com menor impacto operacional do que um processo judicial convencional.



