Uma reportagem publicada nesta segunda-feira (3) afirma que Roberta Luchsinger, apontada como amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, realizou mais de 40 visitas a órgãos do governo federal entre janeiro de 2023 e abril de 2024 sem que esses encontros constassem em registros oficiais de agenda.
Segundo o texto, as passagens teriam ocorrido em locais como o Palácio do Planalto, o BNDES, o Ministério da Saúde e o Ministério do Desenvolvimento Social. Ainda de acordo com a publicação, empresários, clientes e Fernando Bittar — então sócio de Lulinha — acompanharam algumas dessas visitas.
A reportagem também afirma que, poucos dias após uma reunião no Ministério do Desenvolvimento Social, uma empresa ligada a um dos clientes da investigada teria firmado um contrato de aproximadamente R$ 31 milhões com a pasta. O texto sustenta que esses fatos levantam questionamentos sobre transparência e eventual acesso privilegiado à administração pública.
O material informa ainda que a Polícia Federal instaurou dois inquéritos para investigar Roberta Luchsinger e Lulinha por suspeitas de tráfico de influência em órgãos do governo federal. Até o momento, as investigações permanecem em andamento e não há condenações relacionadas aos fatos mencionados.
Caso as apurações avancem, caberá às autoridades responsáveis avaliar os elementos reunidos, ouvir as partes envolvidas e decidir sobre eventuais desdobramentos judiciais. A defesa dos investigados poderá apresentar suas manifestações ao longo do processo, conforme prevê a legislação.



