Sergio Moro critica restrição a visitas de Flávio Bolsonaro e questiona decisão do STF
O senador Sergio Moro (PL-PR) criticou publicamente a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu por 90 dias as visitas do senador Flávio Bolsonaro ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Em publicação nas redes sociais, Moro afirmou que a medida carece de proporcionalidade e questionou a limitação ao direito de visitas e de correspondência durante o cumprimento da prisão domiciliar.
Ao comparar o caso com o período em que Luiz Inácio Lula da Silva esteve preso, Moro lembrou que o então ex-presidente recebeu centenas de visitas, incluindo lideranças políticas e o então candidato à Presidência Fernando Haddad. Segundo o senador, durante aquele período nunca houve determinação para restringir visitas ou impedir a troca de correspondências entre Lula e seus apoiadores.
Na avaliação de Moro, a decisão atual representa um tratamento distinto em relação a situações semelhantes ocorridas no passado. O parlamentar afirmou que qualquer restrição dessa natureza deve observar os princípios da legalidade e da proporcionalidade, especialmente quando envolve direitos assegurados às pessoas submetidas a medidas cautelares.
A decisão de Alexandre de Moraes foi tomada após a divulgação de uma carta manuscrita de Jair Bolsonaro nas redes sociais por seu filho, Flávio Bolsonaro. Além da suspensão das visitas, o ministro determinou que a defesa do ex-presidente esclareça se havia autorização ou conhecimento prévio sobre a divulgação do documento, encaminhando ainda o caso para análise do Ministério Público Eleitoral.
O episódio ampliou o debate jurídico e político em torno das medidas cautelares impostas ao ex-presidente e provocou manifestações de parlamentares da oposição e de especialistas em direito. Enquanto a defesa prepara os esclarecimentos solicitados pelo STF, o caso permanece em análise e poderá ter novos desdobramentos nas próximas semanas.





