ADS

Rogério Marinho critica decisão de Moraes e fala em interferência no cenário político

O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), criticou a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu por 90 dias as visitas do senador Flávio Bolsonaro ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Em nota divulgada nesta segunda-feira, o parlamentar classificou a medida como “autoritária” e afirmou que ela representa uma interferência no cenário político nacional.

Segundo Marinho, a proibição de visitas ao ex-presidente, atualmente em prisão domiciliar, seria desproporcional e teria como consequência o isolamento político de Jair Bolsonaro durante o período eleitoral. O senador também afirmou que a decisão reforça, em sua avaliação, a percepção de tratamento desigual entre diferentes grupos políticos e criticou a atuação do Supremo em processos envolvendo lideranças da oposição.

Na nota, Rogério Marinho fez uma comparação com a situação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva quando esteve preso em Curitiba. O senador argumentou que, naquele período, Lula recebeu visitas de aliados políticos, concedeu entrevistas e divulgou manifestações públicas durante a campanha eleitoral, defendendo que situações semelhantes deveriam receber tratamento equivalente por parte das autoridades.

O parlamentar também afirmou que a suspensão das visitas e o pedido de esclarecimentos à defesa de Jair Bolsonaro representam uma restrição ao contato familiar e político do ex-presidente. Para Marinho, a decisão extrapola os limites das medidas cautelares e poderá intensificar o debate sobre a atuação do Judiciário durante o processo eleitoral.

A decisão de Alexandre de Moraes permanece em vigor e determina, além da suspensão das visitas de Flávio Bolsonaro por 90 dias, que a defesa do ex-presidente esclareça se Jair Bolsonaro tinha conhecimento prévio da divulgação de uma carta publicada nas redes sociais. O caso continua sob análise do STF e poderá ter novos desdobramentos após a manifestação da defesa e das autoridades eleitorais.

Compartilhe nas redes sociais

Bruno Rigacci

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Este site usa cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site! ACEPTAR
Aviso de cookies