Governo intensifica negociações para evitar paralisação nacional dos caminhoneiros
O governo federal ampliou as articulações políticas para evitar uma possível paralisação nacional dos caminhoneiros diante da expectativa em torno da votação da Medida Provisória nº 1.343, conhecida como MP do Frete. A proposta aguarda análise do Senado Federal, enquanto representantes da categoria pressionam pela inclusão do texto na pauta antes do vencimento do prazo de validade.
Segundo as informações divulgadas, integrantes do Palácio do Planalto, da Advocacia-Geral da União (AGU), da Casa Civil e da Secretaria de Relações Institucionais acompanham a situação e avaliam alternativas para reduzir a tensão com os transportadores. A preocupação é evitar uma mobilização nacional que possa comprometer o abastecimento e a logística em diversas regiões do país.
A MP do Frete promove mudanças nas regras do piso mínimo do transporte rodoviário de cargas, reforça mecanismos de fiscalização e incorpora reivindicações apresentadas por representantes dos caminhoneiros. O texto também prevê um piso salarial nacional para trabalhadores celetistas do setor e estabelece novos critérios para o cálculo do valor mínimo do frete, considerando custos como combustível, manutenção, seguros e outras despesas operacionais.
A mobilização ganhou força após lideranças da categoria, entre elas Wallace Landim, conhecido como “Chorão”, defenderem uma paralisação nos portos e orientarem os caminhoneiros a suspenderem viagens até que haja uma definição sobre a votação da proposta. O objetivo declarado é pressionar o Senado para apreciar a medida antes que ela perca a validade.
A proposta já foi aprovada pela Câmara dos Deputados e agora depende da análise dos senadores para seguir em vigor. Enquanto as negociações continuam, governo e representantes do setor acompanham os desdobramentos das conversas, buscando uma solução que evite interrupções no transporte de cargas e reduza o risco de impactos sobre a economia e o abastecimento nacional.





