Ministro afastado do STJ apresenta laudos médicos em defesa contra acusações de importunação sexual
A defesa do ministro afastado do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Marco Buzzi, apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) e aos autos da investigação uma série de laudos médicos com o objetivo de contestar uma das acusações de importunação sexual formuladas contra o magistrado. Segundo os advogados, a documentação clínica demonstra que o estado de saúde do ministro seria incompatível com a versão apresentada por uma das denunciantes.
Os documentos anexados ao processo apontam que Marco Buzzi apresenta disfunção erétil de origem multifatorial, ausência de libido, hipogonadismo, histórico de cirurgia na próstata, além de diabetes, hipertensão e outras condições de saúde que, segundo a defesa, comprometem significativamente sua função sexual. Um dos laudos médicos conclui que o quadro clínico “não respalda hipótese de função sexual exacerbada”.
A documentação foi apresentada para rebater o relato de uma jovem que acusa o ministro de tentativa de importunação sexual durante uma viagem a Balneário Camboriú (SC). Conforme o depoimento, o episódio teria ocorrido durante um banho de mar. A defesa sustenta que as condições médicas descritas nos exames tornam incompatível a dinâmica narrada pela denunciante.
Além dos laudos, os advogados anexaram o depoimento de uma testemunha que afirmou ter presenciado os dois no mar. Segundo esse relato, ambos permaneceram separados por aproximadamente um metro e meio durante o período em que estavam na água, sem contato físico. A testemunha declarou ainda que, ao deixarem o mar, o ministro apenas ofereceu a mão para auxiliar a jovem na saída.
Marco Buzzi está afastado do cargo desde fevereiro deste ano. Além da primeira denúncia, uma servidora terceirizada do STJ também apresentou acusação de importunação sexual contra o magistrado. Os casos seguem sob investigação no Supremo Tribunal Federal, no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e no próprio STJ. Até o momento, não há decisão definitiva sobre as acusações, e o ministro nega qualquer irregularidade.





