Paulo Figueiredo pede aos EUA que substituam tarifas por sanções individuais contra ministros do STF
O jornalista Paulo Figueiredo apresentou um pedido formal ao governo dos Estados Unidos para que o pacote de tarifas sobre produtos brasileiros seja revisto e substituído por medidas direcionadas contra autoridades específicas. O documento foi encaminhado ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) e ao Comitê da Seção 301, responsáveis pela análise da política comercial norte-americana.
Na manifestação, Figueiredo solicita participação na audiência pública marcada para 6 de julho, quando será discutida a política tarifária envolvendo o Brasil. Segundo ele, a adoção de tarifas amplas prejudicaria produtores brasileiros e consumidores americanos, além de produzir efeitos econômicos considerados indesejados.
Em vez das tarifas, o jornalista defende a utilização de mecanismos de sanções individuais, como a Lei Global Magnitsky. No documento, os principais alvos citados são os ministros Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes. Segundo a argumentação apresentada, medidas direcionadas atingiriam apenas os indivíduos apontados como responsáveis pelos fatos mencionados, evitando impactos mais amplos sobre empresas e cidadãos.
O texto também sustenta que a manutenção do chamado “tarifaço” poderia aproximar economicamente o Brasil da China, razão pela qual Figueiredo afirma considerar mais adequada a adoção de sanções personalizadas em lugar de medidas comerciais de alcance geral. O pedido será analisado pelas autoridades americanas no contexto da audiência prevista para os próximos dias.
Até o momento, não houve manifestação oficial do governo dos Estados Unidos sobre o requerimento apresentado, nem decisão acerca da eventual adoção das medidas sugeridas. O tema permanece em discussão e poderá ter novos desdobramentos após a realização da audiência pública e a análise dos órgãos competentes.





