Moraes mantém prisão domiciliar de Bolsonaro após análise de medidas cautelares
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu manter a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro após concluir a análise do período inicial de 90 dias da medida cautelar. A decisão foi proferida nesta sexta-feira (3) e encerra a expectativa criada em torno da continuidade do regime especial concedido por razões humanitárias.
Bolsonaro permanece em prisão domiciliar desde 24 de março, quando o STF autorizou a substituição temporária do regime em razão de um quadro de broncopneumonia. O prazo originalmente fixado expirou na última semana, levando o ministro a reavaliar a situação clínica e as circunstâncias do cumprimento da medida.
Na decisão, Alexandre de Moraes afirmou que a manutenção da prisão domiciliar continua sendo “razoável, adequada e proporcional”, destacando a existência de circunstâncias humanitárias que justificam a permanência do benefício mesmo para condenados submetidos ao regime fechado. O magistrado ressaltou que a análise levou em consideração a evolução do estado de saúde e os elementos constantes no processo.
A decisão ocorre após manifestações da defesa e da Procuradoria-Geral da República durante a análise do caso. O processo também envolve discussões sobre outras medidas cautelares impostas ao ex-presidente, que continuam sendo acompanhadas pelo Supremo Tribunal Federal.
Com a nova determinação, Bolsonaro seguirá cumprindo a prisão domiciliar até eventual reavaliação das condições estabelecidas pela Corte. A defesa ainda poderá apresentar novos pedidos ou recursos, enquanto o STF continuará acompanhando a evolução do quadro clínico e o cumprimento das determinações judiciais.





