Pesquisa na Bahia aponta ACM Neto à frente e aumenta pressão sobre o PT
Uma nova pesquisa eleitoral para o governo da Bahia colocou o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), na liderança da disputa pelo Palácio de Ondina. O levantamento, divulgado nesta semana, mostra vantagem sobre o atual governador Jerônimo Rodrigues (PT), reacendendo o debate sobre o cenário político em um dos principais redutos eleitorais do Partido dos Trabalhadores.
Segundo os dados da Paraná Pesquisas, ACM Neto aparece com 49,2% das intenções de voto no cenário estimulado, enquanto Jerônimo Rodrigues registra 37,5%. Ronaldo Mansur (PSOL) soma 1,9%, enquanto brancos, nulos e indecisos completam o restante da amostra. A pesquisa ouviu 1.500 eleitores entre os dias 27 e 30 de junho, com margem de erro de 2,6 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
Os números indicam que, dentro da margem de erro, ACM Neto poderia alcançar percentual suficiente para vencer a disputa ainda no primeiro turno. O ex-prefeito tenta retornar ao governo baiano após a disputa apertada de 2022, quando foi derrotado por Jerônimo Rodrigues no segundo turno.
O levantamento também mediu os índices de rejeição dos candidatos. Jerônimo Rodrigues aparece como o nome mais rejeitado entre os concorrentes, com 38,5% dos entrevistados afirmando que não votariam nele de forma alguma. ACM Neto registra 26,9% de rejeição, percentual semelhante ao de Ronaldo Mansur.
Na corrida pelo Senado, o ex-ministro Rui Costa (PT) lidera as intenções de voto, seguido pelo senador Jaques Wagner (PT). Também aparecem na disputa João Roma (PL), Angelo Coronel (Republicanos), Marcelo Santtana (DC) e Delliana Ribeiro (PSOL). Como cada entrevistado pôde citar dois nomes, os percentuais não totalizam 100%.
A divulgação da pesquisa amplia as discussões sobre o cenário eleitoral baiano e deverá influenciar as estratégias dos partidos nos próximos meses. Com o início da pré-campanha, novos levantamentos serão acompanhados de perto para avaliar se a vantagem registrada agora será mantida até o período oficial das eleições.





