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Em poucas horas, CazéTV enfrenta dois reveses envolvendo publicidade e direitos de transmissão

A CazéTV enfrentou, em um curto intervalo de tempo, dois acontecimentos que chamaram a atenção do mercado de mídia esportiva. O primeiro envolveu uma recomendação do Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) para a suspensão de determinadas ações publicitárias de casas de apostas exibidas durante as transmissões da Copa do Mundo de 2026. O segundo foi a ausência da plataforma na primeira fase das negociações pelos direitos de transmissão da Copa do Brasil para o período entre 2027 e 2030.

No caso do Conar, a medida liminar foi tomada após representações de consumidores questionarem a forma como ações de merchandising de empresas de apostas eram apresentadas durante as transmissões ao vivo. Segundo o órgão, a análise busca verificar se as campanhas poderiam transmitir uma percepção inadequada sobre as chances de ganho, sem dar o devido destaque aos riscos envolvidos nas apostas esportivas.

O mercado de apostas é regulamentado pelo Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária, que estabelece critérios como transparência nas ações comerciais, proibição de promessas de lucro fácil e obrigatoriedade de alertas sobre restrição para maiores de 18 anos e os riscos da atividade.

Paralelamente, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) iniciou as tratativas para a comercialização dos direitos de transmissão da Copa do Brasil sem incluir a CazéTV entre as empresas convidadas para a primeira rodada de negociações. De acordo com o texto, participaram das reuniões representantes de emissoras e plataformas como Globo, SBT, Record, Amazon, TNT Sports, Paramount e Disney.

Ainda segundo as informações, a ausência da CazéTV estaria relacionada a divergências de bastidores entre a CBF e a Livemode, empresa ligada ao projeto da plataforma. Apesar disso, a CBF pretende reestruturar o modelo de venda dos direitos de transmissão, dividindo os jogos em diferentes pacotes e buscando ampliar a arrecadação da competição para aproximadamente R$ 1 bilhão no próximo ciclo contratual.

Os dois episódios ocorrem em um momento de expansão do mercado de transmissões esportivas no ambiente digital, em que plataformas de streaming disputam espaço com emissoras tradicionais na aquisição dos principais campeonatos do futebol brasileiro.

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Bruno Rigacci

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