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Trump Comemora “Triunfos” na América Latina e Aponta o Brasil Como Próximo Desafio

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), utilizou sua rede social, Truth Social, na madrugada desta terça-feira (23), para repercutir um artigo detalhando a expansão de governos conservadores na América Latina. O texto, assinado por John Gizzi e publicado pelo portal Newsmax, destaca o Brasil como um dos principais focos de atenção política para os próximos anos.

A Onda Conservadora: “8 Vitórias em 7 Anos”

Segundo a análise compartilhada por Trump, a região passou por uma forte guinada à centro-direita, consolidando o que o autor chama de “8 vitórias em 7 anos”. A Colômbia tornou-se a oitava nação a substituir uma administração de esquerda por um governo alinhado ao conservadorismo, impulsionada pela recente eleição de Abelardo de la Espriella (Defensores de la Patria).

O artigo lista as nações que agora integram esse novo alinhamento político mais próximo à agenda do presidente norte-americano:

  • El Salvador

  • Argentina

  • Equador

  • Honduras

  • Bolívia

  • Chile

  • Colômbia

  • Peru

No cenário peruano, a definição ainda aguarda oficialização. A candidata de direita Keiko Fujimori (Fuerza Popular) lidera com uma vantagem apertada de cerca de 40.600 votos sobre o esquerdista Roberto Sánchez (Juntos por el Perú), com 99,716% das urnas apuradas.

Apesar deste avanço que coloca Trump como “uma figura hemisférica moderna”, a publicação reconhece que o ressurgimento conservador “permanece incompleto”, apontando a Venezuela, Cuba e Nicarágua como os grandes desafios remanescentes e obstáculos na região.

Foco no Brasil e Isolamento de Lula

A disputa presidencial brasileira de 2026 é citada como um evento que atrairá forte atenção internacional. O artigo ressalta que o processo eleitoral já gera intensos debates “sobre a integridade do sistema eleitoral brasileiro e se a disputa será conduzida de maneira considerada livre e justa por todos os lados”.

O isolamento da atual gestão petista ficou evidente durante a “Cúpula Escudo das Américas”, promovida por Donald Trump em 7 de março deste ano. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não foi convidado nem participou do evento.

A cúpula reuniu chefes de Estado para coordenar ações contra o narcoterrorismo, organizações criminosas transnacionais, fluxos migratórios ilegais e interferências estrangeiras. Estiveram presentes lideranças de peso alinhadas à política externa de Trump, tais como:

  • Javier Milei (Argentina)

  • Nayib Bukele (El Salvador)

  • José Antonio Kast (Chile)

  • Daniel Noboa (Equador)

  • Rodrigo Paz (Bolívia)

  • Santiago Peña (Paraguai)

  • Entre outros líderes da Costa Rica (Rodrigo Chaves Robles), República Dominicana (Luis Rodolfo Abinader), Guiana (Irfaan Ali), Honduras (Nasry “Tito” Asfura), Panamá (José Raúl Mulino Quintero) e Trinidad e Tobago (Kamla Persad-Bissessar).

Fortalecimento de Alianças e Ações Regionais

O texto relembra outras ações estratégicas de Trump desenhadas para fortalecer alianças políticas e econômicas no continente. Destacam-se o expressivo apoio ao governo de Javier Milei nas eleições legislativas argentinas de outubro de 2025 — que incluiu a formalização de um swap cambial de US$ 20 bilhões para garantir a estabilidade financeira do país — e os frequentes elogios às rigorosas políticas de segurança pública e controle migratório implementadas por Nayib Bukele, em El Salvador.

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Bruno Rigacci

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