Eleições no Peru: Diante de Derrota Iminente, Esquerdista Tenta Manobra para Anular Votos do Exterior
O cenário político no Peru atinge níveis máximos de tensão. Desesperado diante da forte probabilidade de derrota no segundo turno das eleições presidenciais, o candidato de esquerda, Roberto Sánchez, lançou mão de uma manobra polêmica nesta segunda-feira (22), solicitando a anulação dos votos contabilizados no exterior.
A medida é vista por analistas como uma tentativa desesperada de virar o jogo, dado que a apuração oficial, que se encontra na reta final, aponta uma vantagem consolidada para a candidata de direita, Keiko Fujimori.
Os Números da Apuração
De acordo com os dados oficiais divulgados às 8h desta terça-feira (23), com 99,716% das urnas computadas, o cenário é o seguinte:
Keiko Fujimori (Direita): 50,111% dos votos.
Roberto Sánchez (Esquerda): 49,889% dos votos.
A diferença a favor de Fujimori é de apenas 40.600 votos, em um universo de mais de 19 milhões de votos contabilizados. Embora estreita, a margem parece definir o pleito a favor da candidata conservadora.
A Manobra de Sánchez
A estratégia de Roberto Sánchez visa atingir diretamente os votos dos peruanos que residem fora do país. O pedido de anulação de ofício encaminhado ao Júri Nacional de Eleições foca nas eleições realizadas pelas 119 repartições consulares do Peru ao redor do mundo. Se acatada, a medida poderia impactar cerca de 300.000 votos.
Em sua conta na rede social X (antigo Twitter), Sánchez tentou justificar o pedido alegando que o procedimento eleitoral no exterior foi “gravemente afetado por modificações introduzidas a pedido do Poder Executivo (Chancelaria), especificamente no 2º turno presidencial”. No entanto, o candidato não apresentou nenhuma prova concreta que sustentasse suas acusações de irregularidade.
O Que Falta para o Resultado Final
O segundo turno das eleições peruanas ocorreu em 7 de junho. Para que o Júri Nacional de Eleições possa emitir a declaração oficial do vencedor, ainda resta a revisão de atas que foram impugnadas. Essas atas contêm um total de quase 82.000 votos, um número que, embora superior à atual diferença entre os candidatos, historicamente costuma manter a tendência da apuração geral.
Para observadores políticos, a movimentação de Roberto Sánchez e da esquerda peruana é interpretada como o “mero choro de derrotado e mal perdedor”, uma tentativa de judicializar o resultado diante da incapacidade de vencer nas urnas.





