Reação do Planalto às Declarações de Trump sobre Eduardo Bolsonaro e Lula
Integrantes do Palácio do Planalto avaliam como reduzido o impacto que a condenação de Eduardo Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal (STF) poderá ter sobre a relação diplomática entre o governo de Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Estratégia e Visão do Governo Brasileiro
Nos bastidores, assessores da área internacional avaliam que setores bolsonaristas encontrariam qualquer outro episódio para tentar desgastar as relações entre Brasília e Washington, mesmo que o julgamento do ex-deputado não estivesse em pauta no momento. Diante desse cenário, o governo desenhou sua tese de atuação:
Ampliação do diálogo: A estratégia principal é expandir os canais de diálogo direto com a administração norte-americana.
Redução de influência: O objetivo dessa aproximação oficial é diminuir a influência de grupos bolsonaristas junto à Casa Branca.
Foco institucional: A meta é fortalecer a interlocução estritamente institucional entre os dois países.
Um interlocutor da área internacional do governo, que falou sob condição de anonimato, expressou preocupação com as movimentações da oposição:
“Toda vez que um Bolsonaro se aproxima da Casa Branca, algo de ruim para o Brasil acontece. Isso aconteceu no ano passado, e não podemos esquecer as lições que tiramos disso”.
A Posição de Donald Trump sobre Lula
Apesar das intenções de aproximação do Planalto, Donald Trump demonstrou distanciamento em relação ao presidente brasileiro durante uma entrevista concedida ao portal Axios, publicada na sexta-feira (19/06/2026).
O líder republicano minimizou a importância de Lula em sua agenda política e não poupou críticas ao seu comportamento recente:
Indiferença: Trump afirmou que não dedica atenção a Lula e que o petista não ocupa um espaço relevante em suas preocupações políticas, não nutrindo por ele nem admiração nem antipatia.
Avaliação do comportamento: O presidente norte-americano descreveu o líder brasileiro atual como alguém “muito volátil” após assistir a um de seus discursos.
As palavras exatas de Trump durante a entrevista foram:
“Não sou fã dele, nem desgosto. Para ser sincero, não penso nele. Não me importo. Mas ele é uma pessoa diferente agora. Muito volátil. Assisti a um discurso dele. Foi muito volátil”.





