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Cleitinho defende fim da escala 6×1: ‘Dignidade ao trabalhador’

O senador Cleitinho (Republicanos-MG) utilizou suas redes sociais e a tribuna para defender a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC 221/2019), que visa extinguir a escala de trabalho 6×1 e adotar o modelo 5×2. Para o parlamentar, a mudança é fundamental para garantir “dignidade” aos trabalhadores brasileiros.

Em declaração contundente, Cleitinho cobrou celeridade na votação da matéria. “A gente deve obrigação e honra ao trabalhador e ao empresário. Então, que se vote, o mais rápido possível, o fim da escala 6×1, que se dê dignidade e se faça a escala 5×2″, afirmou.

Contraste com privilégios políticos

O ponto alto da argumentação do senador foi o duro contraste traçado entre a realidade dos trabalhadores submetidos à jornada CLT atual e as condições privilegiadas dos agentes públicos em Brasília. Cleitinho criticou a falta de moral da classe política para questionar o desejo do trabalhador por mais descanso.

“A verdade é que a gente está trabalhando aqui em 2×5. E eu queria entender o que faz um político que trabalha em 2×5, que ganha R$ 40 mil — fora os privilégios, fora o plano de saúde vitalício, o carro oficial, auxílio-alimentação e auxílio-moradia — querer convencer um trabalhador CLT, que trabalha 6×1, que ganha R$ 1.600 e pega ônibus lotado, de que a culpa é dele e de que ele não pode ter mais uma folga. Que loucura é essa?“, questionou o parlamentar.

Qualidade de vida

Para Cleitinho, a alteração na jornada de trabalho é uma necessidade humanitária para melhorar a qualidade de vida da população. Ele argumentou que o modelo atual (seis dias de trabalho para um de descanso) limita severamente o tempo destinado ao repouso, ao convívio familiar e a outras atividades essenciais fora do ambiente profissional.

Esta não é a primeira vez que o senador mineiro se manifesta sobre o tema. Em ocasiões anteriores, ele já havia classificado a escala 6×1 como “desumana” e reafirmado sua posição como “aliado do povo” na defesa dessa pauta.

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Bruno Rigacci

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