Greve na TV Justiça Pode Afetar Transmissão de Julgamento de Eduardo Bolsonaro
Uma paralisação iniciada pelos profissionais da Rádio e TV Justiça nesta segunda-feira (15) já impactou a programação oficial do Supremo Tribunal Federal (STF). A greve ameaça comprometer a cobertura do julgamento do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, que está agendado para as 14h desta terça-feira (16), na Primeira Turma da Corte.
Causas da Paralisação e a Crise na Fundac
A greve teve início na madrugada de hoje e conta com a expressiva adesão de jornalistas, radialistas e demais trabalhadores terceirizados vinculados à Fundação para o Desenvolvimento das Artes e da Comunicação (Fundac). O movimento gerou reflexos operacionais imediatos na emissora:
O telejornal matutino Justiça Agora não foi ao ar devido à ausência de equipe.
Segundo relatos dos próprios trabalhadores, a amplitude do movimento tornou completamente inviável a realização de quaisquer transmissões ao vivo.
Os profissionais cruzaram os braços em protesto contra constantes atrasos nos salários e a falta de pagamento de benefícios.
Os manifestantes também denunciam que estão há mais de dez meses sem o recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
Nos bastidores, os funcionários cobram garantias concretas para o pagamento de verbas rescisórias e outros débitos trabalhistas acumulados pela Fundac, cujo contrato com o STF se encerra no dia 31 de julho.
A crise institucional se agravou após uma interventora da Fundac confirmar aos funcionários, em uma reunião na semana passada, que a entidade estava operando com saldo negativo em suas contas.
O Julgamento na Primeira Turma do STF
A interrupção das atividades da TV Justiça ocorre exatamente na véspera de um julgamento considerado sensível na pauta do STF.
A Primeira Turma analisará uma ação penal em que Eduardo Bolsonaro figura como acusado.
A denúncia, movida pela Procuradoria-Geral da República (PGR), acusa o ex-deputado de suposta coação no curso do processo.
A relatoria deste caso específico está sob a responsabilidade do ministro Alexandre de Moraes.





