URGENTE: Vaza o que revelou Vorcaro sobre Moraes em delação
A segunda proposta de acordo de colaboração premiada apresentada por Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, sustenta que não houve irregularidades na relação contratual envolvendo o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
Conforme informações divulgadas, o documento entregue no início de junho detalha os contratos firmados entre o Banco Master e o escritório de advocacia, defendendo que os pagamentos realizados correspondiam à prestação de serviços lícitos.
Detalhes dos Contratos e o “Anexo Negativo”
Na nova versão da proposta de delação, Vorcaro descreve os valores envolvidos na contratação:
Contrato principal: Avaliado em R$ 129 milhões, previa repasses mensais de aproximadamente R$ 3,6 milhões. Como tinha vigência de três anos, o banco efetuou pagamentos que totalizaram R$ 80,2 milhões antes do encerramento de suas atividades.
Segundo acordo: Estimado em R$ 50 milhões, tinha a finalidade de antecipar a quitação integral dos pagamentos antes da liquidação do banco, ocorrida em 2025. Segundo Vorcaro, este instrumento não chegou a ser formalizado.
Tanto essa versão quanto a anterior classificam o trecho referente ao ministro Alexandre de Moraes como um “anexo negativo” — um capítulo onde o colaborador afirma que não existiram condutas ilícitas ou favorecimentos indevidos por parte do magistrado. O documento sustenta que Moraes não concedeu qualquer contrapartida ou ato de ofício em razão dos pagamentos ao escritório de sua esposa.
Reação da Polícia Federal e Decisão da PGR
Apesar das novas informações, investigadores avaliam que a proposta acrescenta poucos elementos inéditos em relação ao material já reunido. A corporação considera a colaboração insuficiente e deverá se retirar das negociações pela segunda vez. Há também o entendimento de que Vorcaro não reconhece participação em parte relevante dos crimes sob investigação.
A decisão definitiva sobre o futuro do acordo cabe agora à Procuradoria-Geral da República (PGR), que pode prosseguir com o processo mesmo diante de uma eventual manifestação contrária da Polícia Federal.
Mensagens Suspeitas e o Rombo de R$ 60 Bilhões
A delação também é citada no contexto de mensagens atribuídas a Vorcaro. Antes de sua primeira prisão, em 17 de novembro de 2025, o ex-banqueiro teria enviado mensagens de visualização única questionando sobre a possibilidade de reverter medidas judiciais:
“Fiz uma correria aqui para tentar salvar. Alguma novidade? Conseguiu ter notícia ou bloquear?”
A PF investiga a hipótese de que o ex-banqueiro tenha recebido informações antecipadas sobre sua ordem de prisão e a liquidação do Banco Master pelo Banco Central. O ministro Alexandre de Moraes negou ter recebido tais mensagens.
Por fim, as autoridades ainda questionam a capacidade financeira de Vorcaro para ressarcir os cofres públicos. As apurações indicam que os desvios investigados podem alcançar R$ 60 bilhões. A discussão sobre a reparação financeira só avançará se a delação for homologada.





