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Ex-dono do Banco Master nega irregularidades em financiamento de filme sobre Jair Bolsonaro

Um documento entregue no início de junho à Polícia Federal (PF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR) por Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master, sustenta que não houve qualquer tipo de irregularidade no financiamento de “Dark Horse”, produção cinematográfica que narra a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A informação, divulgada inicialmente pelo portal Metrópoles e confirmada pela Revista Oeste, traz novos desdobramentos para o caso que envolve o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

O Contexto da Investigação

A produção do longa-metragem ganhou repercussão nacional após o site The Intercept vazar áudios revelando conversas entre Vorcaro e Flávio Bolsonaro.

  • O Valor: Os diálogos indicam que aproximadamente R$ 60 milhões foram destinados pelo ex-banqueiro ao desenvolvimento do filme.

  • A Polêmica: O conteúdo das conversas levantou suspeitas e passou a integrar debates políticos e jurídicos sobre a natureza do projeto audiovisual e a relação entre o empresário e a família Bolsonaro.

O Que Diz a Delação de Vorcaro

Na documentação encaminhada à PF e à PGR, Vorcaro detalha os procedimentos de financiamento até a efetivação do repasse, isentando os envolvidos de crimes de corrupção. Segundo fontes ligadas ao caso, os principais pontos da defesa são:

  • Relação “Republicana”: O ex-banqueiro afirma que o trato com o senador Flávio Bolsonaro ocorreu sem nenhuma expectativa de benefício futuro.

  • Iniciativa Privada: O aporte financeiro teria sido feito exclusivamente por iniciativa privada, sem o envolvimento de favores, vantagens ou compromissos por parte do parlamentar.

  • Foco no Repasse: O material foca no caminho do dinheiro até a transferência, não detalhando as etapas posteriores à chegada do valor ao projeto.

O Posicionamento de Flávio Bolsonaro

Em manifestações anteriores à imprensa, o senador Flávio Bolsonaro já havia defendido a legalidade da operação.

Em entrevista à rede GloboNews, o parlamentar explicou que os valores foram encaminhados diretamente para um fundo criado especificamente para a obra. Este fundo seria administrado por um advogado ligado ao seu irmão, o deputado federal Eduardo Bolsonaro.

“Todos os recursos que foram aportados nesse fundo, que é específico para a produção do filme, foram usados integralmente para fazer o filme”, declarou o senador na ocasião.

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Bruno Rigacci

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