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Aumento de soluços e fadiga: Novo relatório médico de Bolsonaro aponta estabilidade, mas preocupa

Um novo relatório médico semanal sobre o estado de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta sexta-feira (5), aponta que ele apresentou uma frequência maior de episódios de soluço nos últimos sete dias. O documento, assinado pelo cardiologista Brasil Ramos Caiado, relata que, apesar do aumento das crises, o estado geral de saúde de Bolsonaro permanece estável.

Tratamento e Condição Cardiovascular

Para o controle dos sintomas, o tratamento foi mantido com doses elevadas de medicamentos específicos. Além disso, o ex-presidente segue uma dieta rigorosa com baixo teor de acidez. O laudo não observou alterações significativas na condição cardiovascular, mantendo a pressão arterial controlada e sem registros de instabilidade cardíaca durante o período analisado.

No entanto, o laudo traz queixas específicas do ex-presidente. “O paciente encontra-se estável do ponto de vista cardiológico, queixando-se apenas de cansaço leve e fadiga, aos médios esforços, e desconforto aos movimentos de flexão e abdução do ombro direito”, escreveu o Dr. Caiado. O médico também destacou que Bolsonaro mantém “instabilidade crônica do equilíbrio corporal”, o que exige medidas preventivas para redução de risco de quedas.

Contexto da Prisão Domiciliar

Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde 27 de março, data em que recebeu alta hospitalar após tratamento para uma broncopneumonia. A medida foi concedida pelo ministro Alexandre de Moraes por razões humanitárias e possui duração prevista de 90 dias. A determinação judicial estabelece que a pena seja cumprida integralmente na residência do ex-presidente, sob monitoramento eletrônico por tornozeleira.

Bolsonaro está proibido de utilizar telefone celular, telefone fixo ou qualquer outro meio de comunicação externa, seja de forma direta ou por intermédio de terceiros. A decisão judicial autoriza visitas permanentes de familiares diretos, incluindo os filhos, além de advogados e profissionais de saúde. No caso dos atendimentos médicos, não há necessidade de comunicação prévia às autoridades, desde que sejam observadas as regras fixadas pela Justiça.

Próximos Passos

O prazo da prisão domiciliar temporária se aproxima do fim e deverá ser analisado pelas autoridades competentes. A análise levará em conta os critérios estabelecidos na decisão judicial inicial e nas avaliações médicas apresentadas ao Supremo Tribunal Federal, incluindo este último laudo que aponta estabilidade cardiológica mas registra fadiga crônica e soluços frequentes.

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Bruno Rigacci

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