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Relação Perigosa: Novas Provas Ligam Deolane Bezerra, ‘Amiga Íntima’ de Lula, ao PCC

A situação jurídica da advogada e influenciadora digital Deolane Bezerra, conhecida por sua proximidade com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, agrava-se substancialmente. Novas informações reveladas por uma investigação da Polícia Civil de São Paulo e publicadas pelo site O Antagonista apontam elementos concretos que ligam Deolane a integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), organização recentemente classificada pelos EUA como terrorista.

As provas constam no relatório complementar da Operação Vérnix, deflagrada em 21 de maio de 2024. O documento reforça a tese do Ministério Público de que empresas controladas pela influenciadora eram utilizadas para lavar dinheiro oriundo de atividades criminosas do PCC.

A “Caixa Personalizada” e o Operador Financeiro

Um dos elementos mais contundentes encontrados pelos investigadores foi localizado em um endereço vinculado a Everton de Souza, vulgo “Player”. Souza é apontado pela polícia como o operador financeiro do esquema de lavagem de dinheiro.

No local, os agentes apreenderam uma caixa de MDF personalizada. Na tampa, estavam gravadas as inscrições “Dra. Deolane” e “O Justo Não se Justifica”. Dentro da caixa, havia R$ 7,8 mil em espécie.

Além da caixa, foram apreendidas no mesmo endereço uma máquina de contar dinheiro e elásticos para organizar cédulas, o que, para a Polícia Civil, indica uma movimentação frequente e volumosa de dinheiro vivo.

“O encontro de uma caixa personalizada com referência direta a Deolane, localizada em imóvel vinculado a Everton e contendo numerário, sugere vínculo de confiança, proximidade operacional ou compartilhamento de interesses patrimoniais entre ambos”, afirma o relatório policial obtido por O Antagonista.

A investigação também cruzou dados das redes sociais de Deolane, encontrando publicações da influenciadora em locais relacionados a Everton de Souza.

Mensagens Interceptadas: “Nós lava dinheiro com os parceiro”

A investigação obteve acesso a mensagens de uma ex-diarista de Deolane, acusada de furtar R$ 80 mil da advogada. Nas conversas, uma pessoa supostamente ligada à influenciadora faz um alerta sobre a origem do valor furtado, afirmando que se tratava de “dinheiro oriundo do crime”.

Em uma das mensagens mais comprometedoras reproduzidas no relatório, o interlocutor dispara:

“Nós lava dinheiro com os parceiro lá, a mãe do parceiro, o parceiro fecha com nós”.

A Polícia Civil foi categórica ao identificar quem seria o “parceiro” mencionado na mensagem. Segundo os investigadores, trata-se de Kayky Bezerra, filho de Deolane.

“A partir dessa construção verbal, é possível extrair que o ‘parceiro’ mencionado corresponde a Kayky, filho de Deolane Bezerra Santos, uma vez que o contexto integral das ameaças está relacionado ao suposto desaparecimento de valores no imóvel de um dos filhos da investigada, bem como às cobranças feitas em nome do núcleo familiar”, aponta o documento da polícia.

Estrutura Empresarial Suspeita e Contexto Internacional

A denúncia do Ministério Público já sustentava que uma empresa de transportes era usada para ocultar recursos ilícitos. Com os novos elementos da Operação Vérnix, a polícia acredita que outras empresas do “Grupo Deolane” tinham a mesma finalidade.

Foi apreendido um arquivo denominado “Cronograma Estratégico e Estruturação Corporativa – Grupo Deolane”, que detalha reorganizações empresariais e projetos de expansão. Entre as empresas citadas está a DB Santos Apoio Administrativo e Financeiro Ltda., registrada em um endereço onde a polícia constatou o funcionamento de diversas outras empresas, levantando suspeitas de serem empresas de fachada. Uma dessas empresas estaria registrada em um imóvel simples em Martinópolis, no interior de SP.

Sombra dos EUA

A recente decisão do governo dos Estados Unidos de classificar o PCC como uma organização terrorista internacional coloca uma nova pressão sobre as investigações no Brasil. Analistas indicam que o caso Deolane pode ser um dos primeiros a sofrer monitoramento ou até ações efetivas das autoridades americanas em território nacional, dada a gravidade das ligações com a facção.

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Bruno Rigacci

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