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Banco Itaú Admite Cobranças Indevidas por 14 Anos; Prejuízo a Clientes Pode Ultrapassar R$ 33 Bilhões

Um escândalo financeiro de proporções gigantescas veio à tona após o Banco Itaú, maior instituição financeira privada do Brasil, assinar um acordo com o Ministério Público de Minas Gerais (MP-MG). No documento, o banco admitiu formalmente ter cobrado por serviços não solicitados e não contratados nas faturas de cartão de crédito de seus clientes ao longo de 14 anos.

A confissão derruba a tese de “erro de sistema”, evidenciando que os descontos indevidos configuram uma prática contínua e sistemática que atingiu centenas de milhares de brasileiros, retirando recursos de suas contas sem qualquer tipo de consentimento prévio.

A Dimensão do Prejuízo: A Matemática do “Golpe Silencioso”

Embora o acordo traga o reconhecimento da irregularidade, a real dimensão dos valores desviados é alarmante. A jornalista Gabriela Furquim, do portal Metrópoles, realizou uma projeção matemática baseada nos dados da ação coletiva que motivou o acordo para estimar o tamanho da “farra” bancária.

O cálculo feito pela jornalista considerou as seguintes premissas:

  • O Itaú afirma possuir uma base de 100 milhões de clientes.

  • De acordo com a ação coletiva, os valores cobrados indevidamente variavam, em sua maioria, entre R$ 10 e R$ 30 mensais.

  • Para a simulação, utilizou-se uma média conservadora de R$ 20 por cobrança, atingindo apenas 10% da base total de clientes do banco.

“Considerando uma média de R$ 20 e que apenas 10% dos clientes tenham sido vítimas da prática, o valor arrecadado pelo Itaú no período chega a 33,6 bilhões”, calculou a jornalista.

Ela ainda destacou que, num cenário hipotético, se o banco tivesse retirado apenas R$ 1,00 de cada um de seus 100 milhões de clientes, o montante arrecadado já ultrapassaria a marca de R$ 16 bilhões no período.

“De qualquer forma, são valores superlativos que saíram da conta de pessoas comuns sem que elas consentissem e foram parar nas mãos do Itaú”, concluiu a análise do Metrópoles.

O caso gerou forte indignação, sendo comparado ao recente escândalo de descontos indevidos nas aposentadorias e pensões de beneficiários do INSS. Os próximos passos envolvem a definição de como o banco fará a devolução e o ressarcimento aos milhões de consumidores lesados ao longo da última década e meia.

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Bruno Rigacci

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