O Retorno da Lei Magnitsky? Aliados de Bolsonaro Articulam Sanções Contra Alexandre de Moraes nos EUA
A pressão internacional sobre o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, pode ganhar um novo capítulo em breve. Integrantes ligados politicamente ao senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apresentaram formalmente ao governo dos Estados Unidos pedidos para a retomada da aplicação da Lei Magnitsky contra o magistrado brasileiro.
A Lei Global Magnitsky (Global Magnitsky Act) é uma legislação americana que autoriza o governo dos EUA a aplicar sanções financeiras severas e proibições de viagem a estrangeiros considerados culpados de violações de direitos humanos ou de corrupção significativa.
Os Bastidores em Washington
As articulações ocorreram durante encontros de alto nível em Washington, paralelos ao anúncio da classificação de facções criminosas brasileiras como organizações terroristas pelo governo de Donald Trump. As reuniões contaram com a presença de:
Eduardo Bolsonaro: Ex-deputado federal que reside nos EUA desde o início de 2025.
Paulo Figueiredo: Jornalista e um dos principais articuladores da aproximação entre a família Bolsonaro e o governo americano.
Representantes do Governo dos EUA: As conversas incluíram reuniões com o secretário de Estado, Marco Rubio, o secretário-adjunto Christopher Landau, e outros representantes da diplomacia da Casa Branca.
A Estrutura Jurídica Já Estaria Pronta
Segundo Paulo Figueiredo, embora o senador Flávio Bolsonaro não tenha participado diretamente das conversas específicas sobre o ministro do STF, o processo para uma eventual sanção está avançado.
Figueiredo revelou que a estrutura jurídica para a aplicação da Lei Magnitsky contra Moraes já havia sido preparada anteriormente pelo governo americano e só não foi implementada a pedido do atual presidente brasileiro.
“Os efeitos da designação do Alexandre foram apenas suspensos a pedido do presidente Lula, mas toda a designação em si permanece e toda a documentação legal está pronta”, afirmou o jornalista.
Otimismo entre os Aliados
A comitiva brasileira demonstra forte otimismo sobre o destravamento das sanções, argumentando que as recentes atitudes diplomáticas do governo Lula podem favorecer a decisão de Trump.
“Há boa vontade da administração também nesta direção. Basta apenas que o presidente Trump lave as mãos. Mostramos que Lula não entregou nada do que prometeu e que difama Trump a cada oportunidade que tem. Estou otimista sobre nossas chances de sucesso”, concluiu Figueiredo.





