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Deputado defende Flávio Bolsonaro e dispara contra Romeu Zema: “Um grande aproveitador”

O clima político segue quente nos bastidores da direita brasileira. Durante uma entrevista exclusiva concedida à TV JCO, o deputado estadual Cristiano Caporezzo (PL-MG) saiu em defesa ferrenha do senador e pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O parlamentar rebateu as recentes acusações envolvendo o financiamento do longa-metragem “Dark Horse”, obra que narra a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Sem meias palavras, Caporezzo justificou a origem dos recursos da produção cinematográfica e aproveitou para alfinetar o Judiciário:

“Escusa foi a relação de uma certa esposa de um certo ministro do STF que recebeu R$ 129 milhões, a contratação mais cara da história do Direito… O financiamento para o filme foi privado. Certamente não viria do Ministério da Cultura o financiamento para o filme de Bolsonaro”, argumentou o deputado.

O Alvo Principal: Romeu Zema

O ponto alto da entrevista ocorreu quando o alvo das críticas mudou para o seu estado natal. O parlamentar mineiro disparou duros ataques contra o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), que recentemente havia tecido críticas a Flávio Bolsonaro.

Para Caporezzo, existe uma grande distância entre o discurso adotado por Zema e as práticas de sua gestão à frente do governo mineiro. Ele acusou o ex-mandatário de se aliar aos opositores ideológicos da direita quando conveniente.

“Eu acompanho o trabalho do Zema. Com o microfone ele é maravilhoso, fala tudo que a gente quer ouvir, mas com a caneta… ele governou com aumento de impostos, ideologia de gênero…”, disparou.

O deputado foi além e questionou os métodos utilizados por Zema para equilibrar as finanças do estado, insinuando um conluio com o Supremo Tribunal Federal:

“Ele conseguiu acertar as contas [do estado] porque fez um acordo com o STF e caminhou de mãos dadas com o STF por oito anos. Ele é um grande aproveitador, tinha certeza que ele ia trair a confiança de Flávio Bolsonaro na primeira oportunidade, e isso aconteceu”, concluiu Caporezzo.

A fala expõe um racha e uma escalada de tensões entre alas conservadoras rumo às articulações para as próximas eleições presidenciais.

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Bruno Rigacci

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