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Governo da Bahia paga R$ 1,2 milhão por show de Bell Marques em cidade com menos de 20 mil habitantes

O Governo do Estado da Bahia oficializou o pagamento de um cachê milionário que está gerando questionamentos. O cantor Bell Marques foi contratado por R$ 1,2 milhão para realizar uma apresentação em Buritirama, município localizado no Oeste baiano que possui uma população de menos de 20 mil habitantes.

O show foi a atração principal do “Micarama 2026”, a tradicional micareta que celebra o aniversário de emancipação política da cidade, evento que também contou com a presença de outros artistas de peso, como Léo Santana, Xanddy Harmonia e Theuzinho.

Contratação Sem Licitação e Publicação Tardia

O modelo de contratação e os prazos legais chamaram a atenção no Diário Oficial:

  • Inexigibilidade: O contrato foi firmado sob a modalidade de inexigibilidade de licitação, recurso utilizado na administração pública quando há inviabilidade de concorrência.

  • Atraso na Publicação: O extrato do contrato só foi publicado no Diário Oficial seis dias após a realização do evento.

  • Intermediação: A contratação milionária foi viabilizada através da empresa Granola Produções LTDA.

Escalada no Valor dos Cachês

O montante de R$ 1,2 milhão pago em Buritirama destoa significativamente de outros pagamentos recentes feitos com dinheiro público ao mesmo artista no estado.

Confira o comparativo de cachês recentes de Bell Marques:

  • Micarama 2026 (Buritirama): R$ 1.200.000,00

  • Santo Amaro (2026): R$ 800.000,00

  • Micareta de Feira de Santana (2025): R$ 700.000,00

  • Micareta de Feira de Santana (2024): R$ 500.000,00

O Debate sobre as Prioridades O episódio reacende uma antiga e necessária discussão sobre as prioridades do gasto público no Brasil. A destinação de cifras milionárias para festividades contrasta frontalmente com a realidade de um estado onde dezenas de municípios, incluindo os de pequeno porte, ainda enfrentam deficiências graves e crônicas em áreas essenciais para a população, como saúde, infraestrutura e educação básica.

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Bruno Rigacci

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