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Caso Banco Master: Mendonça Converte Prisão de Felipe Vorcaro em Preventiva

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, determinou nesta segunda-feira (18) a conversão da prisão temporária do empresário Felipe Cançado Vorcaro em prisão preventiva. O investigado é primo de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, instituição que é o alvo central das investigações conduzidas pela Polícia Federal (PF).

Felipe Vorcaro estava detido desde o dia 7 de maio, quando foi alvo da quinta fase da Operação Compliance Zero. A investigação da PF apura um suposto esquema de corrupção e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.

O Papel do Investigado no Esquema

De acordo com as apurações da Polícia Federal, Felipe Vorcaro exercia uma função estratégica na estrutura societária e financeira do grupo investigado.

  • Elo de Ligação: Os investigadores apontam que ele seria o responsável por conectar as decisões tomadas pelo núcleo principal do esquema às movimentações financeiras executadas pelas empresas associadas.

  • Origem dos Recursos: A apuração também destaca o vínculo familiar do empresário, que é filho de Oscar Vorcaro, diretor da companhia BRGD S.A. Esta empresa é apontada pela PF como a origem inicial dos recursos classificados como ilícitos no processo.

Transações Suspeitas e Envolvimento Político

A decisão assinada pelo ministro André Mendonça traz à tona operações consideradas atípicas pelas autoridades. Entre elas, o documento detalha uma transação acionária envolvendo familiares de políticos:

  • Venda Subfaturada: A investigação cita a venda de um pacote de ações avaliado em cerca de R$ 13 milhões por apenas R$ 1 milhão. O comprador seria uma empresa administrada pelo irmão do senador Ciro Nogueira.

  • Repasses Mensais: Além da venda das ações, o inquérito aponta indícios de pagamentos mensais no valor de R$ 300 mil direcionados ao parlamentar, montante que teria sido posteriormente reajustado para R$ 500 mil.

O aprofundamento das investigações sob a relatoria do STF busca esclarecer a extensão das operações financeiras e o envolvimento de agentes políticos e empresariais no caso.

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Bruno Rigacci

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