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Reação de Mendonça Vazada: Ministro do STF Exige Explicações Sobre Afastamento de Delegado no Caso Lulinha

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, está avaliando medidas cabíveis após a Polícia Federal (PF) promover alterações na coordenação do inquérito que investiga supostas fraudes no INSS. O caso envolve a menção direta a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

Informações de bastidores revelam que o magistrado considerou totalmente insuficientes as justificativas da corporação para o afastamento do delegado que, até então, comandava a investigação.

Desconforto Institucional

Fontes ligadas ao processo indicam que Mendonça não recebeu nenhuma comunicação prévia sobre a mudança — ocorrida há cerca de duas semanas. A informação só chegou ao relator do caso durante uma audiência de rotina, comunicada pelo próprio advogado de um dos investigados.

O episódio gerou forte incômodo no gabinete do ministro. Em resposta, Mendonça convocou na última sexta-feira (15) uma reunião imediata com integrantes da investigação para exigir esclarecimentos formais sobre a decisão, além de conhecer os novos responsáveis apontados pela PF. Interlocutores garantem que os motivos apresentados até o momento não convenceram o ministro.

A Justificativa da Polícia Federal

A movimentação interna da PF consistiu em retirar o inquérito da alçada da Divisão de Repressão a Crimes Previdenciários — o que resultou na saída do delegado Guilherme Figueiredo Silva da coordenação — para transferi-lo à Coordenação de Inquéritos em Tribunais Superiores (Cinq).

Por meio de nota oficial, a Polícia Federal defendeu que a mudança teve caráter estritamente técnico e estrutural. Segundo a corporação, a transferência busca garantir “maior eficiência e continuidade às investigações”, argumentando que o setor da Cinq é estruturado permanentemente para conduzir operações sensíveis e complexas que tramitam na Suprema Corte.

A troca de comando em inquéritos de grande relevância política no STF reacende o debate sobre a autonomia dos investigadores frente a decisões burocráticas e mudanças estruturais na cúpula da polícia.

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Bruno Rigacci

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