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Moraes Autoriza Prisão e Inclusão na Interpol de Empresário que Reside nos EUA

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, autorizou a prisão do empresário Ricardo Magro, atual controlador do Grupo Refit (antiga Refinaria de Manguinhos). A medida faz parte da Operação Sem Refino, deflagrada na última sexta-feira (15) pela Polícia Federal (PF).

Como o empresário reside em Miami, nos Estados Unidos, desde 2016, a decisão incluiu o acionamento de mecanismos internacionais de busca.

Os principais pontos da decisão e da operação:

  • Difusão Vermelha: Além do mandado de prisão, Moraes determinou que o nome de Ricardo Magro seja incluído na Difusão Vermelha da Interpol. Este é um alerta internacional que permite a localização e prisão provisória de indivíduos em 196 países visando a extradição.

  • Bloqueio Bilionário: A decisão judicial determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 52 bilhões em ativos financeiros ligados ao conglomerado do grupo investigado.

  • Outros Alvos de Peso: A Operação Sem Refino também mirou outras figuras públicas de destaque. O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, foi alvo de mandados de busca e apreensão em sua residência na Barra da Tijuca. Além dele, o desembargador afastado Guaraci Vianna é investigado sob a suspeita de proferir decisões favoráveis aos interesses da Refit no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ).

Histórico de Decisões no STF

O acionamento da Interpol para investigar ou capturar cidadãos brasileiros no exterior tem sido uma ferramenta utilizada pelo ministro Alexandre de Moraes no âmbito dos inquéritos relatados por ele no STF. Anteriormente, Moraes já havia expedido mandados de prisão e solicitado a inclusão na lista de difusão vermelha de figuras como os comunicadores Allan dos Santos e Oswaldo Eustáquio.

Nota de contexto e correção factual: É importante esclarecer que, diferentemente dos investigados que deixaram o país, figuras políticas citadas em debates recentes, como o deputado federal Alexandre Ramagem e a deputada federal Carla Zambelli, foram alvos de mandados de busca, apreensão ou medidas cautelares cumpridas dentro do território nacional pela Polícia Federal, não sendo casos de inclusão na lista de foragidos internacionais da Interpol.

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Bruno Rigacci

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