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Revelada a lista do “Projeto DV”: Como milhões foram usados em ataques contra o Banco Central

Documentos recentes expuseram os detalhes do chamado “Projeto DV”, um plano de gestão de crise supostamente elaborado sob as diretrizes de Daniel Vorcaro. O objetivo do projeto era coordenar uma ofensiva de ataques contra o Banco Central (BC) utilizando uma rede de influenciadores digitais e veículos de comunicação.

As contratações dessa milícia digital foram intermediadas pela agência Mithi, comandada pelo publicitário Thiago Miranda. Ao todo, os contratos firmados somavam cerca de R$ 8 milhões. No entanto, a maior parte do esquema e dos repasses foi interrompida em janeiro, após a Polícia Federal (PF) iniciar uma investigação para apurar o bombardeio contra o órgão regulador.

A “Lista Maldita” dos Contratados

O projeto focou em perfis com grande alcance nas redes sociais, especialmente no Instagram, pagando quantias milionárias em troca de publicações direcionadas. Abaixo, os principais nomes e os valores revelados nos contratos:

  • Luiz Bacci (BN Publicidade e Marketing): Dono de um perfil com 24,3 milhões de seguidores no Instagram, o jornalista teve um contrato previsto de R$ 500 mil mensais por seis meses, exigindo como contrapartida 30 postagens por mês.

  • Página Alfinetei: Uma das maiores páginas de fofoca do país recebeu R$ 500 mil.

  • Agência Deu Buzz: Recebeu R$ 500 mil.

  • Cardoso Mundo: O influenciador, que possui 4,6 milhões de seguidores, recebeu R$ 200 mil.

  • Site GPS Brasília: Com 182 mil seguidores no Instagram e um site próprio, firmou um contrato de R$ 100 mil mensais pelo período de um ano. O documento foi assinado em 3 de janeiro pelo sócio Rafael Badra.

  • Marcelo Rennó (Agência Paulo & Renno Ltda): Perfil com 1,2 milhão de seguidores, recebeu R$ 78.400.

  • Charles Costa Oficial: Com 696 mil seguidores, o perfil recebeu R$ 35 mil.

  • Not Journal: Com 289 mil seguidores, assinou um contrato de R$ 30 mil mensais para realizar 12 publicações por mês, divididas entre o site e o Instagram.

O vazamento dessa lista expõe as estratégias financeiras utilizadas para manipular a opinião pública e tentar desestabilizar o Banco Central em meio a investigações. A Polícia Federal segue acompanhando o caso.

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Bruno Rigacci

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