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Delação de Joesley Batista de 2017 volta a circular nas redes às vésperas da eleição

A delação premiada do empresário Joesley Batista, dono da JBS, homologada originalmente em maio de 2017, voltou a ganhar tração e viralizar nas redes sociais nesta semana. O resgate dos depoimentos ocorre a poucos meses das eleições presidenciais marcadas para outubro, movimentando o debate político na internet.

O Conteúdo Relembrado

Os trechos em vídeo que voltaram a circular detalham o que foi descrito à época como um vasto esquema de corrupção, envolvendo o pagamento a diversos agentes públicos e políticos de alto escalão. Em seus relatos, Batista afirmou ter repassado cerca de R$ 500 milhões em propinas, operadas tanto via doações eleitorais quanto por meio de “caixa dois”, em troca de facilidades e favores ao grupo empresarial.

Entre os principais pontos da delação resgatados pelos internautas estão:

  • Contas no exterior: A alegação de pagamentos que somariam US$ 150 milhões (cento e cinquenta milhões de dólares) depositados fora do país. Segundo o delator, os valores seriam destinados aos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, sob o suposto gerenciamento do ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega.

  • Áudios de Michel Temer: A menção à gravação de uma conversa com o então presidente Michel Temer no Palácio do Jaburu que, de acordo com a acusação, indicaria o aval do emedebista para a compra do silêncio do ex-deputado federal Eduardo Cunha.

Embate Narrativo e Contexto Atual

A viralização do conteúdo tem sido impulsionada por opositores do atual governo como uma estratégia declarada para “refrescar a memória” do eleitorado antes do pleito presidencial.

Além do foco eleitoral, o compartilhamento em massa da delação tem sido utilizado como ferramenta de crítica direta ao sistema de Justiça do país. Apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro utilizam os vídeos para contrastar o engavetamento ou arquivamento de investigações passadas com a atual prisão do líder conservador — detido sob a acusação de tentativa de golpe de Estado —, argumentando que os fatos configurariam um tratamento desigual por parte do Judiciário.

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Bruno Rigacci

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