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PF no Encalço de Alcolumbre: Investigações Apontam Cerco ao Presidente do Senado

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, encontra-se sob pressão em meio ao avanço de investigações conduzidas pela Polícia Federal (PF). Rumores de bastidores indicam que ele estaria monitorando de perto o desenrolar de diversos inquéritos que podem atingi-lo e a seus aliados.

As apurações da PF que geram apreensão no entorno de Alcolumbre incluem:

  • Os desdobramentos da delação de Daniel Vorcaro.

  • Investigações sobre desvios no INSS.

  • A apuração referente a investimentos de R$ 400 milhões do fundo de pensão do Amapá em letras financeiras do Banco Master.

Movimentos de Defesa e Tensão Política

Segundo a análise da jornalista Malu Gaspar, algumas ações do presidente do Senado expõem o receio com o avanço dos inquéritos:

  • No ano passado, sua gestão impôs sigilo de 100 anos sobre os registros de entrada e saída de um lobista conhecido como “Careca do INSS”, apontado pela PF como líder do esquema de descontos indevidos em aposentadorias.

  • O Senado negou, via Lei de Acesso à Informação, os registros de entrada de Daniel Vorcaro nas dependências da Casa.

  • Alcolumbre recusou-se a prorrogar a CPI do INSS.

  • O senador decidiu arquivar o requerimento que pedia a instalação da CPI do Banco Master.

As investigações do INSS e do Banco Master tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF) sob a relatoria do ministro André Mendonça.

Em resposta às especulações, a assessoria de imprensa de Davi Alcolumbre negou qualquer envolvimento com o caso, afirmando:

“Embora tentem, de forma recorrente, associá-lo ao assunto (Banco Master), Davi Alcolumbre não possui qualquer relação com o Banco Master e não é investigado, citado ou arrolado, sob nenhuma forma, em qualquer apuração relacionada ao caso”.

Aliados na Mira e a Votação de Jorge Messias

O cerco da PF já atinge nomes próximos a Alcolumbre. O senador Weverton Rocha (PDT-MA), considerado um de seus maiores aliados e relator da indicação de Jorge Messias ao STF, foi alvo de mandado de busca e apreensão em dezembro, em uma das fases da Operação Sem Desconto, que investiga fraudes no INSS.

A tensão também respinga na relação de Alcolumbre com o Palácio do Planalto. A reprovação de Jorge Messias para o STF gerou atritos, especialmente após Weverton Rocha ter garantido ao governo que o indicado teria ao menos 45 votos favoráveis. No entanto, Messias obteve apenas 34 votos, selando sua derrota e aprofundando as desavenças com o presidente Lula.

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Bruno Rigacci

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