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Alcolumbre e Ministro de Lula se Reúnem Após Rejeição de Jorge Messias ao STF

Menos de uma semana após o Senado barrar a indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), encontrou-se com o ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães.

A reunião, cuja iniciativa partiu do próprio Guimarães, marca a primeira conversa presencial entre as partes desde a derrota do Palácio do Planalto no plenário.

Clima nos Bastidores e Pautas Travadas

Nos bastidores, o clima é de tensão. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva demonstrou forte insatisfação com a condução política de Alcolumbre durante a votação que culminou na rejeição do atual advogado-geral da União.

Apesar do desconforto, integrantes do governo avaliam que um rompimento institucional está fora de cogitação no momento. O Executivo precisa da base no Senado para avançar com propostas cruciais para o governo, incluindo:

  • A PEC que propõe o fim da escala de trabalho 6×1.

  • A PEC da Segurança Pública.

Suspeitas de Acordo e o Futuro da Vaga no STF

O governo avalia que a derrota por 42 votos a 34 não foi um fato isolado, mas o resultado de uma ampla articulação política.

  • A suspeita do Planalto: Fontes ligadas ao governo indicam que Lula suspeita de um acordo não oficial envolvendo Davi Alcolumbre, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ministro do STF Alexandre de Moraes.

  • O PL da Dosimetria: A visão dos aliados do presidente é de que essa articulação pode se estender a outros temas sensíveis, como a derrubada de vetos presidenciais ao PL da Dosimetria — projeto que reduz penas para os envolvidos nos atos de 8 de janeiro —, garantindo que o STF mantenha essa eventual decisão do Congresso.

Sem identificar justificativas claras para o placar adverso, Lula não descarta a possibilidade de insistir no nome de Jorge Messias para a vaga. Contudo, uma nova tentativa exigiria uma articulação política muito mais cuidadosa junto aos senadores para evitar que o governo sofra um novo revés histórico.

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Bruno Rigacci

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