Uma nova reviravolta e clima de tensão marcam os bastidores de Brasília após a recente sabatina no Senado Federal. Pessoas próximas a Jorge Messias, atual titular da Advocacia-Geral da União (AGU), avaliam que sua derrota na indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF) foi fruto de uma articulação política envolvendo o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e o ministro Alexandre de Moraes.
Diante da suspeita de um possível boicote, a relação entre Messias e Moraes sofreu um forte abalo. Logo após a rejeição de seu nome pelo plenário do Senado, Jorge Messias decidiu não responder às tentativas de contato feitas pelo ministro da Suprema Corte.
De acordo com os relatos, até a tarde de sexta-feira (1º de maio), o advogado-geral da União não havia atendido às ligações telefônicas nem respondido às mensagens enviadas por Alexandre de Moraes.
Nas tentativas de comunicação ignoradas, o ministro do STF teria procurado o titular da AGU com o objetivo de expressar solidariedade pela derrota. Além disso, Moraes teria negado categoricamente qualquer envolvimento em articulações contrárias à indicação de Messias. A postura de silêncio por parte de Messias evidencia o nível de desconfiança que se instalou na base governista após o revés no Congresso.



