Polícia Federal recua e devolve acesso de agente dos EUA a sistemas da Interpol
Nesta segunda-feira (27 de abril de 2026), a Polícia Federal (PF) decidiu restituir as credenciais de acesso de um oficial de ligação dos Estados Unidos aos sistemas da Interpol no Brasil. A medida, vista por críticos do governo como um recuo institucional, revoga a suspensão imposta ao agente na semana anterior.
A devolução do acesso indica uma tentativa de apaziguar os ânimos e restabelecer a normalidade nas relações e operações conjuntas entre as autoridades dos dois países, após um imbróglio envolvendo um delegado brasileiro.
Entenda o estopim da crise
A suspensão do agente norte-americano havia sido uma resposta direta e retaliatória da PF à ação do governo dos Estados Unidos contra um membro da corporação brasileira. O caso se desenrolou da seguinte maneira:
Expulsão de delegado: O delegado brasileiro Marcelo Ivo de Carvalho teve suas credenciais retiradas em território norte-americano, o que foi tratado nos bastidores como uma “expulsão” informal, comunicada via rede social.
Motivação: A justificativa para a ação das autoridades dos EUA estaria supostamente ligada ao envolvimento direto do delegado Ivo na prisão de Alexandre Ramagem, ex-diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).
Retaliação e recuo: Em resposta à atitude dos EUA, a PF suspendeu o acesso do oficial americano no Brasil na semana passada. Contudo, a decisão não se sustentou, resultando na devolução das credenciais nesta segunda-feira.
O episódio gerou forte repercussão política, com alas da oposição classificando a atitude da Polícia Federal como um “escancarado recuo e acovardamento” frente à pressão internacional.





