Governo avalia destinar “valores esquecidos” de correntistas para o Desenrola 2.0
O governo federal estuda uma nova alternativa para viabilizar o financiamento da próxima etapa do programa Desenrola: a utilização de valores esquecidos por correntistas em instituições financeiras. O montante seria direcionado para capitalizar o Fundo de Garantia de Operações (FGO), responsável por assegurar a renegociação de dívidas de inadimplentes. A proposta, elaborada pelo Ministério da Fazenda, foi debatida recentemente no Palácio do Planalto.
A nova fase do programa prevê que os bancos ofereçam descontos de até 90% no valor total dos débitos. A estratégia central é injetar aproximadamente R$ 10 bilhões no FGO para garantir o cumprimento das renegociações. Na prática, caso o devedor não honre o acordo estabelecido, o governo federal assume o pagamento utilizando os recursos deste fundo.
Como o FGO possui natureza jurídica de fundo privado e é administrado pelo Banco do Brasil, o plano da equipe econômica inclui a publicação de um novo edital. O objetivo é dar aos correntistas uma última oportunidade de consultar e resgatar a existência de valores “esquecidos” em contas bancárias antes que o dinheiro seja remanejado para o programa.
Preocupações no Planalto e próximos passos
Apesar de ser uma aposta para auxiliar brasileiros endividados em ano eleitoral, a iniciativa enfrenta cautela interna. Assessores da Presidência manifestaram preocupação de que a medida possa ser alvo de ações judiciais e sofra desgaste perante a opinião pública.
A decisão final sobre o formato do Desenrola 2.0 deve ser anunciada em breve. A expectativa do governo é oficializar o lançamento do programa antes do feriado do Dia do Trabalhador, comemorado em 1º de maio.
Tensões envolvendo a Polícia Federal
Em paralelo às articulações econômicas, o cenário político tem sido marcado pela repercussão de um caso envolvendo a Polícia Federal. Imagens que circulam nas redes sociais e na imprensa mostram agentes da corporação pressionando um morador a retirar da janela de sua residência uma faixa de protesto com a palavra “ladrão”. O episódio gerou forte indignação em setores da sociedade e da oposição, que acusam a ação de ser uma tentativa de intimidação e censura a um cidadão comum.





