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Aos gritos de “presidente”, Flávio Bolsonaro é ovacionado na Agrishow e promete “dar as mãos” ao Agro

Em uma demonstração de força e apoio popular, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi recebido sob intensos gritos de “presidente!” durante sua participação na Agrishow, considerada a principal feira do agronegócio no Brasil, realizada nesta segunda-feira (27) no interior paulista.

A recepção calorosa por parte de lideranças políticas, produtores e empresários do setor serviu de palco para o pré-candidato desferir ataques incisivos contra o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em seu discurso, Flávio acusou a atual gestão de perseguir o setor agropecuário e de utilizar a máquina pública para asfixiar opositores.

“O agronegócio é tratado como lixo”

Durante sua fala, o senador não poupou críticas à forma como o Planalto vem lidando com as pautas do campo:

“O agronegócio é tratado como lixo pelo atual governo. Tratado como vilão, sendo que, na verdade, é a solução do país. O governo federal está preocupado em pisar e asfixiar o agro. E, mais uma vez, perseguir opositores políticos”, declarou.

Flávio também evocou a figura de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, como o líder legítimo do movimento conservador e do setor, indicando que sua própria candidatura é uma espécie de delegação de responsabilidade. “Todo mundo sabe que quem tinha que estar aqui não era eu, mas sim o ex-presidente Jair Bolsonaro. Mas Deus me deu essa missão”, afirmou.

Promessas para 2027

Finalizando o discurso que eletrizou a plateia, Flávio assumiu o compromisso de reverter a relação do governo federal com o agronegócio caso saia vitorioso nas eleições presidenciais de 2026.

“Quero me comprometer com todas as pautas do evento. A partir de 2027, o agro será ainda mais valorizado. Não terá um governo perseguindo o setor, mas que dará a mão.”

O episódio reforça o distanciamento entre o setor produtivo rural e o atual governo petista, consolidando Flávio Bolsonaro como o principal herdeiro político da direita junto ao agronegócio brasileiro.

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Bruno Rigacci

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