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PT antecipa estratégia eleitoral e lança ofensiva contra Flávio Bolsonaro envolvendo o Banco Master

Durante a realização de seu 8º congresso nacional neste fim de semana, na capital federal, o Partido dos Trabalhadores (PT) revelou à sua militância uma prévia da estratégia de marketing que pretende adotar para atacar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no próximo ciclo eleitoral. O foco central da ofensiva petista repousa sobre acusações de corrupção, explorando narrativas em torno do chamado “Caso Master”.

A apresentação das diretrizes de campanha ocorreu no domingo (26) e foi conduzida pelo publicitário Raul Rabelo, atual responsável pelo marketing da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O objetivo dos materiais exibidos é consolidar um desgaste na imagem do senador carioca, apontado como um dos principais adversários do partido.

O conteúdo dos ataques

Entre os conteúdos audiovisuais apresentados aos filiados, ganha destaque um vídeo que tenta vincular diretamente o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, à gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro. A peça publicitária argumenta que:

  • A autorização para o funcionamento da instituição financeira foi concedida durante o governo Bolsonaro, período em que o Banco Central era presidido por Roberto Campos Neto.

  • Fabiano Zettel, cunhado e sócio de Vorcaro, teria sido doador financeiro para as campanhas eleitorais de Jair Bolsonaro e do atual governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.

A peça exibida no congresso é encerrada de forma incisiva com o slogan de ataque: “Banco Master é Bolso Master”.

Reação e acusações de falsa narrativa

A manobra do partido do governo gerou forte reação nos bastidores políticos. Setores da oposição e veículos de imprensa conservadores classificaram a estratégia como uma “covardia sem igual” e uma tentativa desesperada de inversão de narrativas.

Críticos apontam que as ligações do próprio PT com o escândalo financeiro são vastas, ressaltando o fato de que Daniel Vorcaro chegou a ser recebido pelo presidente Lula em reuniões reservadas no Palácio do Planalto. Segundo essa visão, a estratégia de marketing petista não passa de uma cortina de fumaça artificialmente criada para tentar eximir Lula de responsabilidades em mais um esquema de corrupção que assombra o governo.

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Bruno Rigacci

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