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A Derrota do Decano: Mendonça Vence Gilmar por 3 a 1 e Mantém Prisão no Caso Master

Em uma decisão que marca mais um capítulo de tensão interna na Suprema Corte, a 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para manter a prisão preventiva do advogado Daniel Monteiro, figura central nas investigações que cercam o chamado “Caso Master”.

O julgamento, realizado em ambiente virtual e concluído nesta sexta-feira (25), terminou com o placar de 3 a 1 em favor da manutenção da custódia, representando uma derrota direta para o ministro Gilmar Mendes, que liderou a divergência.

O Conflito de Teses

A prisão havia sido autorizada originalmente pelo ministro André Mendonça, relator do caso. Mendonça fundamentou sua decisão nas evidências colhidas pela Polícia Federal (PF), que apontam Monteiro como o articulador de uma propina astronômica de R$ 146 milhões junto a Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. Deste montante, estima-se que R$ 74 milhões já tenham sido efetivamente movimentados pelo esquema.

Gilmar Mendes, o decano da Corte, defendeu que a prisão preventiva seria uma medida “extrema” para o momento. Em seu voto, propôs um pacote de medidas alternativas:

  • Uso de tornozeleira eletrônica;

  • Suspensão imediata do exercício da advocacia;

  • Proibição de deixar o domicílio sem autorização judicial.

Entretanto, a tese de Mendes foi rejeitada pela maioria dos pares, que entenderam que a gravidade dos fatos e o risco de interferência nas investigações justificam a permanência de Monteiro no cárcere.

Bastidores e Desdobramentos

A decisão ocorre em um momento de extrema fragilidade para o Judiciário. Enquanto Gilmar Mendes vê suas teses garantistas serem vencidas em casos de alta repercussão, o ministro Alexandre de Moraes entra no radar da PF, e o STF abre licitações polêmicas para o monitoramento de redes sociais.

A delação de Daniel Vorcaro, cujos detalhes começam a vazar e a “pesar” sensivelmente nos tribunais, promete ser o próximo terremoto político-jurídico, podendo atingir figuras ainda mais altas na hierarquia do poder em Brasília.

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Bruno Rigacci

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