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Empresário Denuncia Ação “Truculenta” de Alexandre de Moraes em Inquérito do STF

O empresário Marcelo Conde, alvo de investigações da Polícia Federal (PF) sob a acusação de ter comprado dados fiscais sigilosos de integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF), publicou uma nota com duras críticas à condução do processo. Ele classificou a ação judicial, liderada pelo ministro Alexandre de Moraes, como “truculenta” e “digna de regime de exceção”.

Em sua manifestação, Conde negou estar foragido da Justiça e revelou não ter tido acesso à decisão que determinou sua prisão preventiva.

As Acusações da Polícia Federal

A investigação aponta Marcelo Conde como o suposto “mandante” de um esquema focado em acessar indevidamente dados fiscais de altas autoridades da República e de seus familiares. Entre as supostas vítimas estariam ministros do STF e o Procurador-Geral da República (PGR), Paulo Gonet.

  • A Origem da Denúncia: O nome do empresário surgiu no inquérito após o contador Washington Travessos de Azevedo afirmar à PF que Conde teria encomendado as informações sigilosas.

  • O Modus Operandi: Segundo a PF, o empresário teria fornecido listas com números de CPFs e efetuado pagamentos de R$ 4,5 mil em espécie para obter as declarações fiscais de forma ilícita.

  • Busca e Apreensão: Como parte da operação, a Polícia Federal cumpriu seis mandados de busca e apreensão em endereços vinculados a Conde nas cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo.

A Defesa e as Críticas do Empresário

Em nota oficial, Marcelo Conde refutou com veemência as acusações, afirmando que nunca participou de organizações voltadas à obtenção de dados sigilosos. Ele também criticou os métodos da operação e o duplo papel exercido pelo ministro Alexandre de Moraes.

O empresário argumenta que o magistrado estaria atuando simultaneamente como investigador, acusador, juiz e ofendido, uma vez que o inquérito, que corre em sigilo, trata do suposto vazamento de dados da esposa de Moraes, a advogada Viviane de Moraes.

“Nesta ação judicial truculenta, digna de regime de exceção, eu e minha família fomos surpreendidos por uma operação de busca e apreensão e por uma exposição avassaladora à imprensa (…) Essa recusa me impede de me defender e fere diversas garantias que nenhum cidadão deveria ter de reivindicar em uma democracia”, declarou Conde.

Além das queixas sobre o cerceamento de defesa, o empresário relatou excessos no cumprimento dos mandados:

  • Apreensão Indevida: Celulares e dispositivos eletrônicos pertencentes a familiares foram apreendidos, mesmo com os mandados indicando apenas a sua pessoa como destinatário específico.

  • Danos à Reputação: Conde ressaltou que os danos causados à sua família e à sua imagem profissional e econômica são concretos e graves.

O empresário finalizou a nota afirmando que pretende se defender das acusações, desde que lhe seja garantido um “ambiente de direito à informação, à ampla defesa, a devido processo legal e à imparcialidade jurisdicional”.

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Bruno Rigacci

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