Bismark Fugazza, filiado ao Podemos, inicia campanha em Santa Catarina usando tornozeleira eletrônica e proibido de usar redes sociais e sair de seu município.
O influenciador digital Bismark Fugazza, conhecido por integrar o Canal Hipócritas, oficializou sua pré-candidatura a deputado federal pelo estado de Santa Catarina. A movimentação política, no entanto, ocorre sob circunstâncias atípicas: Fugazza está submetido a rigorosas medidas cautelares impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Filiado ao partido Podemos, o pré-candidato agendou o lançamento oficial de sua campanha para o dia 4 de maio, às 19h, no Buteco Sertanejo, em Penha (SC), cidade onde está restrito a permanecer.
As Limitações Impostas pela Justiça
A campanha de Bismark enfrentará obstáculos logísticos e de comunicação inéditos para um candidato na era digital. Entre as restrições determinadas pela Justiça estão:
Uso de tornozeleira eletrônica: O influenciador permanece sob monitoramento constante.
Proibição de deixar o município: Fugazza não pode sair dos limites de Penha, o que inviabiliza viagens e agendas presenciais em outras regiões do estado de Santa Catarina.
Banimento das redes sociais: Ele está impedido de utilizar plataformas digitais, perdendo a ferramenta que o tornou conhecido e que é central para campanhas políticas modernas.
Diante desse cenário restritivo, a estratégia da equipe de Fugazza deverá se apoiar fortemente na mobilização de apoiadores locais, em articulações presenciais restritas à sua cidade e no uso de meios de comunicação indiretos para tentar alcançar o eleitorado catarinense além de sua base geográfica.
O Histórico com o STF e Alexandre de Moraes
As medidas cautelares são desdobramentos de investigações conduzidas pelo STF. Fugazza é alvo de apurações relacionadas ao suposto incentivo e envolvimento em “atos antidemocráticos” e ações contra as instituições após o resultado das eleições presidenciais de 2022.
No final daquele ano, o ministro Alexandre de Moraes expediu um mandado de prisão contra o influenciador. Fugazza deixou o Brasil e foi localizado meses depois no Paraguai, onde foi detido em 2023 a pedido das autoridades brasileiras. Após passar pelo processo de extradição, ele retornou ao país e permaneceu preso por alguns meses antes de obter a liberdade provisória, condicionada ao cumprimento das medidas restritivas que agora pautam sua pré-candidatura.





