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Carlos Bolsonaro resgata manchetes da grande mídia e aponta hipocrisia em nova ação de Moraes contra Flávio

A abertura de um novo inquérito contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), determinado pelo ministro Alexandre de Moraes, provocou uma forte reação de seu irmão, o vereador Carlos Bolsonaro (PL). Em suas redes sociais, Carlos montou uma “linha do tempo” com manchetes de veículos tradicionais de imprensa para expor o que considera uma profunda hipocrisia por parte do Supremo Tribunal Federal (STF).

O inquérito recém-aberto investiga Flávio por suposta calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Para rebater a medida, Carlos argumentou que as associações feitas pela oposição já foram amplamente noticiadas pela própria mídia que hoje critica o bolsonarismo.

A Linha do Tempo: PT e PCC nas Manchetes

Em sua publicação, Carlos Bolsonaro listou cronologicamente sete chamadas de grandes portais de notícias (como CNN, Estadão e Metrópoles) publicadas entre 2022 e 2026. As matérias destacam investigações da Polícia Federal sobre ligações de figuras próximas ao PT com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

Entre as manchetes compiladas pelo vereador, destacam-se:

  • “Advogado tinha ligação com PCC, mas Adélio Bispo agiu sozinho em ataque a Bolsonaro, diz PF.” (CNN)

  • “Contador ligado a Lula é suspeito de lavar R$ 16 milhões em loteria com PCC.” (CNN)

  • “Justiça decreta sequestro de bens do PCC e de contador ligado a Lula.” (CNN)

  • “Polícia Federal diz que ‘Contador de Lulinha’ movimentou R$ 525 milhões em 2 anos.” (Estadão)

  • “Ex-contador de Lulinha é alvo de operação contra postos ligados ao PCC.” (Metrópoles)

O Contraste e o “Sistema Podre”

Para encerrar a sequência, Carlos colocou em evidência a manchete do dia 15 de abril de 2026, que noticia a ação de Moraes contra Flávio por ligar o atual governo a práticas ilícitas.

Sem se estender em longos textos argumentativos, o vereador usou o contraste entre os fatos noticiados no passado e a punição imposta no presente para fazer uma dura crítica à Justiça e às instituições:

“Pronto. Não precisa dizer mais nada. Cada um que tire suas próprias conclusões. O sistema é podre.”

A postagem rapidamente viralizou entre apoiadores e reacendeu o debate sobre censura, liberdade de expressão parlamentar e o uso de inquéritos no STF para blindar o governo federal de críticas e associações incômodas durante o ano eleitoral.

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Bruno Rigacci

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