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Zema não se intimida e dá resposta devastadora a Gilmar Mendes: “Deixem de ser intocáveis”

A troca de farpas públicas entre o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, atingiu um novo e explosivo patamar nesta quarta-feira (15). Após ser acusado de oportunismo pelo magistrado, Zema não recuou e proferiu duras críticas à postura dos membros da Corte, citando cifras milionárias e exigindo que atuem como “empregados do povo”.

A Ofensiva de Gilmar Mendes

O embate teve início quando Gilmar Mendes utilizou as redes sociais para rebater as críticas recentes de Zema ao STF. O ministro argumentou que o ex-governador agia com hipocrisia, lembrando que o estado de Minas Gerais recorreu diversas vezes à Suprema Corte para adiar o pagamento de dívidas bilionárias com a União.

Segundo o ministro, sem o “socorro institucional” do STF, a gestão de Zema teria enfrentado um colapso fiscal e a interrupção de serviços públicos. Gilmar classificou a postura do político como uma “política de utilitarismo”:

“O STF serve como escudo fiscal e contábil, mas é tratado como vilão quando decide conforme a Constituição — e não conforme a conveniência de ocasião. Afinal, ninguém recorreria sucessivamente a um Tribunal cuja legitimidade não reconhecesse.”

A Tréplica Avassaladora de Zema

A resposta de Romeu Zema veio de forma contundente e imediata. O ex-governador não apenas confirmou que buscou o STF para defender os interesses de Minas Gerais e gerenciar a “dívida bilionária que outras gestões criaram”, mas aproveitou a oportunidade para colocar o dedo na ferida da Suprema Corte.

Em um ataque direto à moralidade das ações nos bastidores de Brasília, Zema questionou a legitimidade dos magistrados e trouxe à tona acusações de favorecimento pessoal:

“Agora, enquanto eu vou ao STF em busca de resolver a vida dos mineiros, tem gente que vai aí arranjar contrato de 129 milhões de reais pra esposa. E aí, esse é o Supremo que você tanto defende?”

O Recado aos “Intocáveis”

Para encerrar a discussão, Zema mandou um recado direto a Gilmar Mendes e aos demais ministros, exigindo uma mudança drástica de postura e o fim do que ele considera privilégios inaceitáveis:

  • Fim dos privilégios: Cobrou que os ministros parem de “beneficiar seus familiares”.

  • Retorno ao papel original: Exigiu que deixem a posição de “intocáveis” e voltem a ser “juízes, empregados do povo”.

  • Menos redes sociais: Ironizou a postura digital do ministro, afirmando que, se essas mudanças ocorrerem, Gilmar não precisará mais “ir ao X fazer textão”.

O confronto escancara mais uma vez a profunda crise de relacionamento e a guerra de narrativas entre figuras políticas de oposição e a cúpula do Judiciário brasileiro.

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Bruno Rigacci

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