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Reviravolta na Bahia: Flávio Bolsonaro ultrapassa Lula em reduto histórico do PT, aponta pesquisa

O cenário político nacional acaba de registrar o que vem sendo considerado nos bastidores como um verdadeiro “abalo sísmico” eleitoral. A Bahia, estado historicamente reconhecido como a muralha intransponível e o maior reduto de votos do Partido dos Trabalhadores (PT), apresenta uma virada que redesenha o mapa da disputa para o Planalto.

De acordo com os dados divulgados pelo Instituto Veritá, o senador Flávio Bolsonaro assumiu a liderança das intenções de voto no estado, ultrapassando o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A Desidratação da Base Governista

Para compreender a magnitude da mudança, o contraste com o último pleito é o principal indicador. Nas eleições de 2022, Lula consolidou sua vitória nacional fortemente ancorado no eleitorado baiano, onde obteve esmagadores 72,12% dos votos válidos (representando mais de 6 milhões de eleitores).

No entanto, o cenário projetado para 2026 mostra uma perda severa de capital político do atual governo na região:

  • Intenções de voto (Lula): Despencou para 48,8%.

  • Rejeição: O presidente amarga agora uma taxa de rejeição de 49,4%, perdendo o status de unanimidade que costumava ostentar no Nordeste.

A pesquisa aponta que quase 2 milhões de votos evaporaram em solo baiano, implodindo a margem de 3,7 milhões de votos de frente que salvou a eleição petista no passado.

A Ascensão da Oposição

Capitalizando a insatisfação e a queda de popularidade do atual governo, Flávio Bolsonaro aparece na ponta do levantamento com 51,2% da preferência do eleitorado baiano. A virada no estado representa um marco estratégico para a direita, que historicamente encontrava barreiras severas de penetração na Bahia.

O Impacto no Tabuleiro de 2026

A inversão de forças no maior colégio eleitoral do Nordeste acende um alerta vermelho máximo no Palácio do Planalto. Analistas apontam que, sem os números massivos da Bahia, a matemática para a reeleição de Lula se torna um “labirinto sem saída”. O impacto dos números é tão significativo que, nos bastidores políticos, aliados já sinalizam que a candidatura do atual presidente à reeleição deixou de ser uma certeza absoluta.

A campanha da oposição, por sua vez, ganha fôlego extra, utilizando o dado para consolidar a narrativa de que o pleito de 2026 pode selar a queda dos últimos grandes redutos petistas no país.

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Bruno Rigacci

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