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Moraes rejeita pedido de Lindbergh Farias para investigar Sergio Moro

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou o desentranhamento (retirada) de uma petição apresentada pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) nos autos do inquérito das milícias digitais. A decisão põe fim à tentativa do parlamentar de atuar em um processo no qual não figura como parte.

A petição em questão, protocolada pelo ex-líder do PT na Câmara no dia 25 de março, solicitava a abertura de uma investigação contra o senador Sergio Moro (União Brasil-PR).

O pedido de Lindbergh

A representação apresentada por Lindbergh Farias tinha como alvo declarações feitas pelo senador Sergio Moro. O deputado argumentou que Moro deveria ser investigado por ter afirmado que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria sido “eleito entre aspas”. Segundo a interpretação de Lindbergh, a fala configuraria uma insinuação contra a legitimidade do processo eleitoral de 2022.

Além do pedido de investigação criminal no STF, o petista também solicitava que o Supremo enviasse o caso para a análise do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e da Advocacia-Geral da União (AGU) para outras eventuais providências.

A fundamentação de Moraes e da PGR

A decisão de Alexandre de Moraes de rejeitar o pedido baseou-se diretamente em um parecer emitido pela Procuradoria-Geral da República (PGR). O órgão ministerial sustentou que deputados e terceiros não possuem legitimidade para propor ações penais ou dar andamento a queixas-crime contra parlamentares diretamente nesses inquéritos.

Em seu despacho, Moraes reafirmou a tese da PGR e destacou a exclusividade do Ministério Público na condução de acusações formais dessa natureza:

“O princípio do monopólio constitucional da titularidade da ação penal pública no sistema jurídico brasileiro somente permite a deflagração do processo criminal por denúncia do Ministério Público”, pontuou o ministro na decisão.

Com a deliberação, o pedido do deputado petista é oficialmente descartado do inquérito em tramitação na Suprema Corte.

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Bruno Rigacci

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