Escritórios de ex-presidentes da OAB receberam R$ 29 milhões do Banco Master, aponta CPI
Novos dados financeiros envolvendo as operações do Banco Master foram revelados ao longo das investigações da CPI do Crime Organizado. Documentos enviados pela Receita Federal à comissão parlamentar detalham pagamentos milionários efetuados pela instituição financeira a escritórios de advocacia ligados a dois ex-presidentes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
De acordo com o levantamento, os repasses aos escritórios de Marcus Vinicius Furtado Coêlho e Felipe Santa Cruz totalizam cerca de R$ 29 milhões.
Detalhamento dos valores
Os documentos da Receita Federal especificam a divisão dos pagamentos da seguinte forma:
O escritório ligado a Marcus Vinicius Furtado Coêlho (presidente nacional da OAB entre 2013 e 2016) recebeu R$ 27,5 milhões.
O escritório de Felipe Santa Cruz (presidente nacional da OAB entre 2019 e 2022) recebeu R$ 1,55 milhão.
Contexto das investigações
Os novos repasses vêm à tona em meio a um escrutínio mais amplo sobre os gastos jurídicos do Banco Master. As investigações indicam que a instituição financeira, atualmente sob suspeita de envolvimento em fraudes financeiras, teria desembolsado mais de R$ 500 milhões com diversos nomes do alto escalão da advocacia brasileira.
O foco das autoridades investigativas e da CPI agora recai sobre a natureza desses pagamentos. O objetivo é apurar se os honorários milionários pagos pelo banco correspondem à efetiva prestação de serviços jurídicos convencionais, ou se tinham como finalidade atuar como uma estrutura de “blindagem” institucional para a empresa diante das investigações sobre fraude.





