Empresário Maurício Camisotti firma o 1º acordo de delação premiada na “Farra do INSS”
O empresário Maurício Camisotti fechou formalmente um acordo de delação premiada com a Polícia Federal (PF), no qual reconhece a ocorrência de fraudes em descontos realizados em aposentadorias do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Este é o primeiro acordo de colaboração firmado no escopo desta investigação.
Detido desde setembro de 2025, Camisotti é acusado de integrar o grupo que se beneficiava das irregularidades. As investigações da PF o apontam como um dos principais articuladores do esquema fraudulento.
O empresário foi um dos principais alvos da Operação Sem Desconto, deflagrada na mesma etapa que resultou na prisão de Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.
Trâmites no STF e possível prisão domiciliar
As negociações para a delação, conduzidas exclusivamente com a Polícia Federal, tiveram início no final de 2025. Durante esta semana, a defesa do empresário encaminhou toda a documentação ao gabinete do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que o acordo seja homologado.
O documento também será submetido à análise da Procuradoria-Geral da República (PGR). Caso o relator autorize e formalize o acordo, existe a possibilidade de que Camisotti seja transferido para o regime de prisão domiciliar.
As exigências da colaboração
Contra Camisotti pesam pesadas acusações, incluindo fraude na arrecadação de dívidas e corrupção ativa para viabilizar o esquema.
Para que o acordo de delação premiada tenha validade legal, não basta apenas confessar os crimes praticados. O colaborador tem a obrigação de fornecer provas robustas que sustentem a narrativa apresentada aos investigadores. Isso inclui a entrega de materiais comprobatórios — como documentos e registros de conversas — e a identificação de outras figuras relevantes envolvidas no esquema criminoso, incluindo dirigentes de órgãos públicos e políticos.





