Cármen Lúcia antecipa saída e Nunes Marques assumirá presidência do TSE
A ministra Cármen Lúcia anunciou na manhã desta quinta-feira (9/4) que deixará a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) antes do prazo previsto. O mandato da magistrada à frente da Corte eleitoral estava programado para ser encerrado apenas no dia 3 de julho.
A decisão tem como objetivo principal alterar o cronograma de transição para beneficiar a organização das eleições. Com a saída antecipada, o ministro Nunes Marques — o próximo na linha sucessória para assumir o comando da Corte — terá um período mais extenso para conduzir os preparativos e estruturar todo o processo eleitoral.
A ministra explicou que, caso o calendário original fosse mantido até o fim, o sucessor teria apenas cerca de 100 dias úteis para organizar o pleito, o que poderia comprometer o andamento dos trabalhos.
Busca por equilíbrio na transição
Em sua declaração, Cármen Lúcia destacou a importância de um processo de sucessão focado na estabilidade da Justiça Eleitoral:
“Decidi que, ao invés de deixar para o último dia de mandato, em 3 de julho, a sucessão da presidência deste Tribunal Superior Eleitoral se inicie antes, com os procedimentos para eleição dos novos dirigentes da Casa e o processo de transição, para garantir equilíbrio e tranquilidade na passagem das funções.”
Próximos passos na Corte
Com a antecipação oficializada, o TSE marcou para o dia 14 de abril a eleição interna que definirá formalmente a nova presidência. A posse do futuro presidente, Nunes Marques, juntamente com o vice-presidente, o ministro André Mendonça, está prevista para ocorrer no mês de maio.





