Janja e Lula Compartilham Refeição com Carne de Paca e Motivam Questionamentos de Ativistas
Um vídeo publicado nas redes sociais por Janja da Silva no último domingo (5) gerou debate e questionamentos por parte de defensores da causa animal. Na gravação, Janja e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparecem organizando o almoço de Páscoa, cujo prato principal foi carne de paca, um roedor de grande porte classificado como animal silvestre no Brasil.
Durante o vídeo, Janja detalha o preparo da iguaria, explicando que a carne ficou marinando por dois dias com alho, temperos verdes e ervas. Segundo ela, o processo é necessário porque “carne de caça pede ervas” para realçar o sabor e suavizar características marcantes.
Ao final da refeição, o presidente Lula apareceu no vídeo para elogiar o prato:
“Eu acabei de comer a paca. Eu duvido que algum lugar do país alguém já comeu uma paca tão gostosa como essa paca que eu comi hoje. Divina. Parabéns, Janjinha.”
Questionamentos Sobre Origem Legal
Após a publicação, diversos internautas passaram a questionar, na seção de comentários, a procedência do animal, já que a caça de animais silvestres sem autorização é configurada como crime ambiental no país.
Em resposta a um dos comentários, Janja afirmou que a carne foi um “presente de um produtor legalizado”. O Palácio do Planalto, no entanto, não emitiu nota oficial detalhando a origem do alimento ou a documentação do criadouro.
A explicação nas redes sociais não foi suficiente para apaziguar as críticas. Rodrigo Maroni, ativista e defensor dos direitos dos animais, manifestou-se publicamente repudiando a atitude e cobrando transparência do governo federal.
“Quem deveria dar exemplo… está em silêncio. A paca é um animal silvestre protegido por lei ambiental no Brasil. Se não houver comprovação de origem legal, podemos estar diante de um possível crime ambiental”, declarou Maroni.
O ativista afirmou ainda que levará o caso adiante formalmente:
“Por isso, eu vou levar essa denúncia ao Ministério Público Federal, à Procuradoria-Geral da República e ao IBAMA. Porque proteger a fauna brasileira não é escolha. É obrigação.”
O episódio levanta debates sobre o consumo legalizado de carne de caça de criadouros autorizados no Brasil versus a preservação da fauna silvestre, pautas frequentemente defendidas pela base de apoio do atual governo.





