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Editorial do Estadão Cobra da PGR Investigação de Ministros do STF por Ligações com Banco Master

O jornal O Estado de S. Paulo (Estadão) publicou nesta terça-feira (7 de abril de 2026) um duro editorial no qual cobra uma postura ativa da Procuradoria-Geral da República (PGR). O texto defende que é dever do procurador-geral, Paulo Gonet, requisitar a imediata abertura de inquérito para investigar as relações entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e o empresário Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master.

Segundo a publicação, embora os fatos trazidos a público pela imprensa não autorizem condenações prévias, o silêncio do Ministério Público Federal sobre o caso é “estranhíssimo” e necessita de providências para garantir o princípio da igualdade perante a lei.

Apontamentos do Editorial

O texto do Estadão elenca episódios específicos envolvendo três magistrados da mais alta Corte do país e seus familiares:

  • Alexandre de Moraes: O editorial destaca que o ministro e sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, teriam realizado ao menos oito voos em jatinhos vinculados a Vorcaro. A justificativa da defesa de que os voos seriam “compensação de honorários advocatícios” é questionada pelo jornal, que indaga o motivo da presença do ministro a bordo nessas condições. A publicação também cobra esclarecimentos sobre o crescimento do patrimônio imobiliário do casal, apontando a compra de imóveis que somam R$ 23,4 milhões, pagos à vista, desde a posse de Moraes no STF em 2017.

  • Dias Toffoli: O jornal cita registros de voos de Toffoli em jatinhos ligados a Vorcaro e a outro empresário, tendo como um dos destinos o resort Tayayá. O editorial questiona a adequação de um ministro da República aceitar viagens de lazer custeadas por empresários que podem ter interesses em decisões da Corte.

  • Kassio Nunes Marques: O texto aponta que o ministro embarcou em uma aeronave do banqueiro para uma viagem pessoal a Maceió. A justificativa oficial foi de que o voo teria sido custeado por uma advogada do Banco Master. O editorial relembra ainda o caso do filho do ministro, que teria recebido recursos de uma empresa abastecida por Vorcaro.

Institucionalidade e Transparência

Em sua conclusão, o Estadão ressalta que as presenças de ministros em voos custeados direta ou indiretamente por empresários sob escrutínio, por si só, podem não configurar crimes a priori, mas que o conjunto da obra exige uma investigação rigorosa.

A publicação argumenta que o que está em jogo é o “interesse público e a força do Supremo como instituição”, e alerta que uma eventual omissão do procurador-geral Paulo Gonet pode ser interpretada pela sociedade como “acobertamento”.

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Bruno Rigacci

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