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Mendonça receberá relatório da CPMI do INSS após rejeição da base governista

Em entrevista coletiva, o senador Carlos Viana, presidente da CPMI do INSS, anunciou que entregará pessoalmente ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, o relatório final da comissão. A ação ocorre após o documento ter sido rejeitado e, segundo o senador, boicotado pela base governista no Congresso.

A medida pegou de surpresa setores políticos e jurídicos que estariam empenhados em encerrar as investigações sobre o que vem sendo classificado como uma das maiores fraudes recentes da história do Brasil.

Viana deixou claro que a CPMI cumpriu seu papel ao longo de seis meses de trabalho, expondo esquemas criminosos que lesaram idosos, viúvas e pensionistas. Agora, o foco será o monitoramento das ações no Judiciário, Ministério Público e Polícia Federal.

“Quem roubou os aposentados não vai ficar impune”, afirmou o senador.

O Relatório e Seus Impactos

O relatório final, elaborado pelo deputado Alfredo Gaspar, propõe o indiciamento de centenas de pessoas por envolvimento em organização criminosa, lavagem de dinheiro e desvios bilionários. Segundo Viana, apesar das tentativas de obstrução e pressões políticas para “proteger” nomes influentes, a comissão manteve a independência do texto.

A entrega direta a André Mendonça é estratégica, uma vez que o ministro é o relator de casos ligados a esse escândalo na Suprema Corte.

Nos bastidores, o caso é visto com potencial explosivo, podendo expor conluios e abalar reputações ao detalhar como o dinheiro dos aposentados foi sistematicamente desviado. Com ao menos 14 investigações já abertas pela Polícia Federal (PF), Viana avisa que a população saberá identificar quem tenta proteger os criminosos.

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Bruno Rigacci

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