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O “surto” na CPMI: Relator Alfredo Gaspar detona Lindbergh Farias e promete acionar o Conselho de Ética

O clima na Câmara dos Deputados atingiu o ponto de ebulição nesta sexta-feira (27). A sessão de encerramento da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS foi palco de uma das discussões mais acaloradas registradas no Congresso Nacional este ano, protagonizada pelo relator do colegiado, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), e pelo deputado petista Lindbergh Farias (PT-RJ).

O estopim para o bate-boca generalizado foi a leitura do relatório final elaborado por Gaspar. O documento, considerado uma verdadeira “bomba” nos bastidores de Brasília, pede o indiciamento de 216 investigados. Entre os nomes de maior peso no relatório está o de Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”, filho do presidente da República, que teve inclusive um pedido de prisão preventiva solicitado.

O Embate

Inconformado com as conclusões do relatório, Lindbergh Farias iniciou uma série de críticas contundentes à leitura do texto, tentando desqualificar o trabalho da relatoria. A atitude do petista, descrita por presentes como um verdadeiro “surto”, gerou uma reação imediata e implacável de Alfredo Gaspar.

Afirmando que o adversário político estava “inventando mentiras” para proteger aliados, Gaspar subiu o tom e partiu para o ataque direto, sem poupar palavras. Em uma declaração que deixou o plenário em choque, o relator disparou:

“Canalha, eu vou lhe processar. Você é do submundo do crime, nasceu no pó e continua no pó. Lindbergh, seu lugar é na prisão, não por ter inventado essa mentira, mas porque é bandido. Seu cafetão, usuário de drogas. Vou processá-lo, levá-lo ao Conselho de Ética. Lindbergh, você atacou a honra de um homem de bem, deve ter cheirado cocaína, deve ter vindo a serviço. Lindbergh, seu moleque”.

Consequências e Próximos Passos

Após a troca de farpas, o ambiente na comissão permaneceu hostil. Alfredo Gaspar reiterou que não deixará os ataques passarem impunes e confirmou que a equipe jurídica de seu gabinete já trabalha em uma ação judicial contra o petista. Além disso, uma representação formal será protocolada no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados por quebra de decoro parlamentar.

O episódio ofuscou, em parte, a gravidade das denúncias trazidas pela CPMI do INSS, mas evidenciou o desespero da base governista diante do avanço das investigações sobre figuras ligadas ao alto escalão do Planalto. O relatório segue agora para análise das autoridades competentes.

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Bruno Rigacci

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