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Inquérito das fake news completa “sete anos de tirania, inquisição, intimidação e blindagem”

O senador Esperidião Amin (PP-SC) subiu o tom e criticou fortemente o inquérito das fake news, instaurado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em março de 2019 com o objetivo inicial de apurar supostos ataques à Corte. O parlamentar destacou que a polêmica investigação completa sete anos em 2026, ainda sem qualquer conclusão oficial.

Segundo Amin, a condução do inquérito, relatado pelo ministro Alexandre de Moraes, tem atropelado o devido processo legal e gerado graves questionamentos jurídicos e institucionais. Em um desabafo contundente, o senador disparou:

“Sete anos de tirania, de inquisição, de intimidação, de blindagem, especialmente de integrantes do Supremo Tribunal Federal. Isso é um deboche contra o Estado democrático de direito. Esses sete anos são sete anos de vergonha, sete anos de despotismo. Só o impeachment de um ministro vai poder segurar isso, já que a autocontenção não funcionou.”

A Vítima, o Investigador e o Juiz

O parlamentar defendeu ativamente que o tema seja debatido com urgência no Congresso Nacional. Para ele, o país precisa colocar em pauta os limites de atuação das instituições, especialmente em casos que envolvem investigações de tão longa duração e grande alcance punitivo.

Amin ressaltou o conflito de interesses inerente à forma como o inquérito é conduzido, alertando para a concentração de poder:

“O que não tem cabimento é ficar o ministro lá: se falar contra mim, eu boto no inquérito das fake news. Fica lá no sigilo. Ele investiga e ele julga? Prestem atenção: a vítima é o investigador e o juiz, como aconteceu no inquérito do 8 de Janeiro, que um dia vai ser revisado. Merece ser revisado. O Brasil merece passar a limpo essa narrativa transformada em distribuição de mão pesada”, afirmou.

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Bruno Rigacci

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